Recuperação ambiental segue lenta em São Paulo

A luta pela conservação do meio ambiente na cidade de São Paulo tem sido dura e rendido poucos resultados. Com isso, a recuperação ambiental segue lenta. À exceção da poluição visual que foi beneficiada com a Lei da Cidade Limpa, os outros tipos: das águas, do ar, do solo, sonora e climática caminham com pouca transformação no município. “Os governos não tem se preocupado em mudar essa realidade. Não é por falta de proposta, de técnica, de verba ou de conhecimento do assunto, mas porque não há uma política ambiental consistente, que se perpetue entre os  governos. Se isso tivesse ocorrido, hoje, teríamos feito muita coisa”, enfatizou o vereador de São Paulo, Gilberto Natalini, durante a BW LIVE: Sustentabilidade e a Cidade, no dia 1º de outubro. A descontinuidade da política ambiental causou uma paralisação das ações que beneficiavam o meio ambiente. “De 8 anos para cá, construir uma São Paulo mais sustentável está difícil”, disse Natalini. Isso porque o governo fechou muitos projetos. Entre os exemplos estão: a destinação correta da madeira de poda de árvore para reutilização e a criação de novos parques. "No primeiro caso, alcançamos, em 2012, um índice de 65% no manejo correto. Já no segundo, São Paulo recebeu 70 novos parques, entre 2005 e 2012. Entretanto, nesses oito anos, o governo não implementou nem cinco novos espaços", lamentou Natalini. Além disso, ele citou a desativação de 2 projetos para a defesa das águas e dos córregos. A operação Defesa das Águas havia conseguido praticamente zerar o desmatamento e o loteamento criminoso nas regiões das águas. Ele também foi responsável pela implantação de 1,6 milhão de árvores. " Mesmo com tantos benefícios, contudo, não houve continuidade a partir de 2012".
Cidadão
Por outro lado, o vereador de São Paulo ressaltou a importância da valorização da bicicleta para a movimentação na cidade. Como resultado, houve a criação de 400 km de ciclovias em todas as regiões da cidade. Vagner Barbosa, membro do Comitê Organizador da BW, tratou de outros assuntos com o vereador. Um deles foi o papel do cidadão para melhorar a conservação ambiental da cidade. Natalini comentou sobre uma pesquisa que mostrou que 95% das pessoas colocam a preocupação ambiental como prioridade, mas apenas 24% tomariam atitudes pessoais para transformar essa realidade. A seu ver, a desigualdade social é uma das barreiras para esse resultado. Ademais, a falta de educação sobre o meio ambiente e da disposição das pessoas para a transformação . também interferem nesse resultado. “Infelizmente, essa questão vai ficando para baixo na pauta de prioridades”. Transmitida elo perfil @bwexpo no Instagram, o evento está na íntegra no Canal do YouTube da Sobratema.

Data publicação: 02 de outubro de 2020

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