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A viabilidade financeira é uma das principais razões pelo uso do agregado reciclado no setor da construção. Contudo, dependendo da composição do resíduo processado, dos equipamentos usados, do teor de impurezas, da granulometria, entre outras características, esse material pode atribuir vantagens técnicas ao concreto. Mas, é possível usar o agregado reciclado em funções estruturais?

Sem dúvida, os agregados reciclados fornecem propriedades específicas, diferentes daquelas dos agregados convencionais. Isso determina algumas diferenças nas condições de aplicação. Eles podem, por exemplo, dar maior estabilidade dimensional e melhor durabilidade do que a pasta de cimento pura.

No entanto, o uso do agregado reciclado para funções estruturais, como colunas, vigas ou lajes, ainda não possui normalização. De acordo com o coordenador da Abrecon, Levi Torres, tanto a ABNT NBR 15116 – Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos, como a ABNT NBR 15115 – Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Execução de camadas de pavimentação – Procedimentos não permitem esse tipo de aplicação.

Qualidade e custo

Além disso, Torres explica que a qualidade do agregado reciclado produzido nas usinas brasileiras, principalmente as situadas no interior, ainda é deficiente. Isso porque ele possui muita impureza e material pulverulento, o que impacta no desempenho de uma aplicação estrutural. “Quando se pensa em usar o agregado reciclado para fins estruturais e sua qualidade é inferior, há também o impacto no aumento do custo do concreto, porque será necessária a maior aplicação de outros materiais, como os aditivos”.

Assim, para que o agregado reciclado possa ser usado com essa finalidade, Torres avalia a necessidade de sofisticar sua produção. “Dependendo da situação, será preciso introduzir uma nova fase na triagem ou será necessário lavar o agregado”, acrescentou. Segundo ele, quando há o aumento do processo de triagem e da classificação dos resíduos, evidente, há um aumento no custo.

E isso pode ser um problema. O coordenador da Abrecon comenta que o preço do agregado reciclado tem como base a média do valor do agregado natural. “Vamos supor que o m³ do natural custe R$ 30. O agregado reciclado poderá variar entre R$ 15 e R$ 25. Se o reciclado for mais caro que o natural, certamente, ele deixar de ser interessante financeiramente. Entretanto, existem alguns estudos para avançar nessa área, com a finalidade de o agregado reciclado ser viável financeiramente”.

Referência: Canal da Abrecon no YouTube – É possível usar o agregado reciclado em funções estruturais?

Foto: TEM Sustentável