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No campo da arquitetura é essencial olhar para característica de temperatura de cor das fontes de luz, a fim de usá-las de modo adequado para cada tipo de ambiente. Se a visão for além da estética será possível compreender que a escolha de um determinado tipo de luz dependerá do tipo de sensação necessária a cada ambiente ou atividade.

Esta questão é tão relevante que, hoje no mercado, existe uma grande oferta de produtos com diferentes temperaturas de cor na mesma luminária. Podendo ainda estar conectado com sistemas de automação, reproduzindo a tonalidade da luz no presente momento do dia. Essa ferramenta é importante para arquitetura corporativa atual e para extensa jornada de trabalho comum nos escritórios das grandes cidades.

Mas, afinal, o que é temperatura de cor?

A temperatura de cor de uma fonte de luz é, por definição, a temperatura que um corpo negro irradia conforme é aquecido. Ou seja, a temperatura de cor é basicamente uma característica da luz visível. Logo, a unidade de medida desta grandeza é Kelvin (K). Trata-se, portanto, da “aparência” da cor produzida por uma fonte de iluminação.

A relação da medição da temperatura de cor versus o aquecimento do corpo negro comumente confunde as pessoas.  Alguns acham que cores mais frias possuem temperaturas mais baixas, mas é exatamente ao contrário. Por exemplo, embora a luz azul seja considerada “fria”, ela tem mais Kelvins do que a luz amarela, que é considerada “quente”.

Sem dúvida, a luz solar é a principal fonte e pode-se perceber que a sua temperatura sofre variações  de “cor” durante o dia.  Ao meio dia, a luz é mais branca ou fria, tendo por volta de 5500K. Já no início da manhã e no final da tarde, a luz emitida pelo sol tem uma aparência mais “quente”.

Conforme mostra o gráfico, fontes de luz que têm “aparência” mais alaranjada estão em torno de 3500k ou menos, lâmpadas neutras ou intermediárias, variam entre 3500k a 4100k. Já lâmpadas mais “azuladas” ou frias, têm 4100k ou mais de temperatura.

Iluminação além de estética é sensação

A luz tem grande influência no que chamamos de “ritmo circadiano”, também popularmente conhecido como “relógio biológico”. É o período de 24h sobre o qual se baseia o organismo humano. Isso significa que o corpo se comporta de maneiras diferentes que variam ao longo do dia – em ciclos.

Conforme vai chegando o horário do pôr-do-sol, fatores, como a emissão de uma “luz mais quente”, estimulam a produção de melatonina, hormônio responsável, entre outras coisas, pela regulação do sono, mostrando que o período de descanso se aproxima.

Já a luz branca ou azulada suprime a produção desse hormônio, consequentemente mais estimulante. Sendo esta temperatura de cor típica ao sol do meio-dia, um horário de alta atividade, e assim nosso organismo tende a ficar mais “elétrico”, com a energia necessária para produzir e desenvolver as atividades do dia-a-dia.

É por esse motivo que pessoas tendem a assimilar os tons quentes como sendo acolhedores e os tons mais frios como excitantes.

Ilustração do ciclo circadiano

Em escritórios ou hospitais, por exemplo (locais de atividades que exigem alta atenção e energia), normalmente, são usadas fontes de luz com temperaturas de cor neutras ou frias. Isso ajuda a manter os profissionais desses locais “em alerta/ atenção”. Já em residências, a aplicação de temperatura de cor amarelada é indicada, com o objetivo de proporcionar ambientes mais aconchegantes.

Eficiência Energética

A temperatura de cor não tem relação com o consumo de energia da fonte de luz. O que interfere no consumo maior ou menor de energia é a sua potência, medida em Watts.

A quantidade de luz emitida entre as fontes, sejam elas quentes ou frias, é praticamente a mesma. Algumas pessoas podem ter a falsa percepção de que uma luz mais azulada ou branca irá iluminar mais um ambiente, mas isso é um mito. A intensidade luminosa é a mesma, bem como a iluminância resultante de sua aplicação. Mas em termos de luminosidade, a luz branca  exige menor esforço para algumas atividades que exigem mais do olho humano, como a leitura, o trabalho, etc.

Referência: Lighting Design Lan

Imagem abertura: Blog Lumepetro

Republicada pela Ca2 Consultores Ambientais Associados