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A descarbonização da matriz energética é prioridade em diversos países. Isso porque é urgente reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE) no mundo. Desse modo, a Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (ABREN) vem incentivando a geração de energia limpa e renovável. Por isso, pretende desenvolver o uso do biometano e hidrogênio em mobilidade urbana no Brasil.

“A utilização da energia elétrica na mobilidade urbana não pode ser a única solução, especialmente para veículos pesados, como caminhões, ônibus e trens, que podem utilizar biometano e hidrogênio. Esses biocombustíveis podem ser produzidos por meio da recuperação energética de resíduos“, disse Yuri Schmitke, presidente da Abren.

Conforme mostra um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), ao descarbonizar a matriz energética e fornecer eletricidade a um sistema completo de transporte com emissões líquidas zero, em 2050 a América Latina e o Caribe poderiam reduzir 1,1 bilhão de toneladas de COequivalente e economizar US$ 621 bilhões por ano.

De acordo com Schmitke, o metano do lixo urbano e esterco animal representa 11% das emissões globais. “Vale ressaltar que o metano é 25 vezes mais nocivo que o CO2. Assim, a conversão dos resíduos em biocombustível veicular traz uma dupla redução de GEE. Europa, Estados Unidos, Japão, entre outros países, possuem programas subsidiados para a utilização do biometano e do hidrogênio como propulsor da descarbonização na mobilidade urbana. Sem dúvida, isso contribui para o atingimento das metas nacionais determinadas do Acordo de Paris”.

Recuperação energética de resíduos

Nesse sentido, Schmitke ressalta que as usinas de recuperação energética de resíduos sólidos detêm elevados atributos ambientais. “Elas contribuem significativamente para a mitigação dos GEE emitidos pelos resíduos orgânicos. Além disso, evitam a contaminação da água potável disponível no planeta pelos aterros e lixões”, exemplifica.

Entre as tecnologias utilizadas citadas pelo presidente da Abren destacam-se duas: biodigestão anaeróbia de resíduos animais, vegetais e urbanos, e tratamento térmico de resíduos urbanos, vegetais, industriais, lodo de esgoto ou da indústria de papel e celulose.

Por fim, a Abren tem trabalhado para o desenvolvimento desse setor, por meio de diversas ações. Uma delas é a contribuição no PL 513/2020, da Câmara dos Deputados. Esse projeto de lei traz alterações importantes na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), criando as condições para a implementação de instrumentos econômicos para o desenvolvimento deste setor.

Fonte: ABREN