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A Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) lançou a edição 2020 do Global Renewables Outlook: Energy Transformation 2050. O relatório traça um caminho para criação de um sistema de energia sustentável no futuro.

A publicação destaca as opções de investimentos para garantir a segurança climática até 2050, bem como avalia a estrutura política necessária para realizar a transição. Além disso, descreve os desafios enfrentados pelas regiões e as tecnologias necessárias para descarbonizar o sistema de energia, conforme o Acordo de Paris. Também explora opções mais abrangentes de descarbonização para os setores mais difíceis, com o propósito de reduzir a zero as emissões de dióxido de carbono (CO2).

Descobertas para transição específica de regiões

De fato, para atender aos objetivos interligados de energia e clima será crucial aumentar as ambições regionais e de cada país. Portanto, o relatório também apresenta descobertas sobre as perspectivas de transição específicas para dez regiões ao redor do mundo. Entre os destaques estão:

  • As emissões de CO2 relacionadas à energia aumentaram em média 1% ao ano desde 2010. Embora a crise sanitária e a queda no preço do petróleo possam suprimir as emissões em 2020, uma recuperação restauraria a tendência no longo prazo.
  • A transição para renováveis, eficiência e eletrificação pode conduzir a um amplo desenvolvimento socioeconômico. Desse modo, a perspectiva Transforming Energy Scenario (TES) alinha os investimentos em energia com a necessidade de manter o aquecimento global “bem abaixo de 2ºC”, de acordo com o Acordo de Paris.
  • A última parte das emissões de CO2 será a mais difícil e a mais cara para eliminar. A perspectiva Deeper Decarbonisation Perspective (DDP) destaca a necessidade de tecnologias inovadoras, modelos de negócios e adaptação comportamental para atingir zero emissões.
  • Descarbonizando o uso da energia em tempo de evitar mudanças climáticas catastróficas exige uma intensa cooperação internacional. Com a necessidade de reduções de emissões inalteradas, os investimentos em energia limpa podem proteger contra decisões pouco assertivas e o acúmulo de ativos ociosos.
  • As medidas de recuperação após a pandemia da COVID-19 podem incluir redes de energia flexíveis, soluções de eficiência, carregamento de veículos elétricos, armazenamento de energia, energia hidrelétrica interconectada, hidrogênio verde e outros investimentos em tecnologia consistentes com a sustentabilidade energética e climática a longo prazo.

Sem dúvida que políticas abrangentes poderiam enfrentar as metas de energia e clima juntamente com os desafios socioeconômicos, promovendo, desse modo, a descarbonização transformadora das sociedades.

Hidrogênio

Para trilhar esse caminho para a criação de um sistema de energia sustentável, o relatório da IRENA destaca os cinco pilares tecnológicos para o futuro da energia. E o hidrogênio verde é considerado um desses pilares. “O hidrogênio pode oferecer uma solução para tipos de demanda de energia que são difíceis de eletrificar diretamente”, diz a publicação.

Atualmente, cerca de 120 megatoneladas (Mt) (14 EJ) de hidrogênio são produzidas por ano. Mas do total desse montante, mais de 99% vêm de combustíveis fósseis ou da eletricidade gerada por combustíveis fósseis, que possuem uma alta pegada de carbono. Ou seja, menos de 1% é hidrogênio “verde”.

No entanto, estão sendo feitos progressos. E, no início deste ano, a maior planta de produção de hidrogênio verde do mundo, com capacidade de 10 MW de eletrolisador, começou a operar no Japão. O hidrogênio verde é produzido por eletricidade renovável por eletrólise. Seus custos estão caindo rapidamente, o que o tornará competitivo ante ao hidrogênio “azul” (produzido a partir de combustíveis fósseis combinados com captura e armazenamento de carbono).

A expectativa é que nos próximos cinco a quinze anos, o verde será mais barato que o azul, em muitas localidades, conforme caem seus custos . Além disso, certas indústrias de uso intensivo de energia podem, no futuro, se mudar para áreas com bons recursos de energia renovável, aproveitando esse potencial para produzir hidrogênio verde barato, como por exemplo, na fabricação de ferro e amônia. A primeira planta que produz amônia a partir de hidrogênio verde deverá ser inaugurada em 2020.

O acesso completo ao estudo está neste link.