A ciência tem um papel fundamental na questão climática. De acordo com o documento final elaborado na COP25 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), as políticas climáticas devem ser permanentemente atualizadas com base nos avanços da ciência, “eixo principal” a orientar as decisões climáticas nacionais.

Nesse sentido, mais de 97% dos cientistas concordam que as tendências de aquecimento climático no último século são provavelmente ​​devido às atividades humanas. Mesmo assim, apesar de ser um consenso entre os pesquisadores do clima, muitas pessoas ainda negam esta realidade. Por isso, a Agência Espacial Americana (NASA) criou uma página para apresentar as diversas evidências de que as mudanças climáticas são reais.

Conforme o estudo feito pela NASA, o clima da Terra mudou ao longo da história. Apenas nos últimos 650 mil anos, ocorreram sete ciclos de avanços e recuos glaciais. O fim abrupto da última era glacial ocorreu há cerca de 7 mil anos, marcando o início da era climática moderna – e da civilização humana. A maioria dessas mudanças é atribuída a variações muito pequenas na órbita da Terra, que alteram a quantidade de energia solar recebida pelo nosso planeta. A atual tendência de aquecimento é de particular importância, porque a maior parte dela é, muito provavelmente (mais de 95% de probabilidade), resultado da atividade humana desde meados do século XX e prosseguindo a uma taxa sem precedentes.

Tecnologia e antigas evidências

Os satélites que orbitam a Terra, assim como outros avanços tecnológicos, permitiram aos cientistas ter uma visão geral, coletando muitos tipos diferentes de informações sobre nosso planeta e seu clima em escala global. Esse conjunto de dados, coletados ao longo de muitos anos, revela os sinais de uma mudança climática. A natureza de captura de calor do dióxido de carbono e outros gases foi demonstrada em meados do século XIX. Sua capacidade de afetar a transferência de energia infravermelha através da atmosfera é a base científica de muitos instrumentos pilotados pela NASA. Não há dúvida de que o aumento dos níveis de gases de efeito estufa deve fazer com que a Terra aqueça em resposta.

É importante considerar que os núcleos de gelo extraídos da Groenlândia, Antártica e geleiras de montanhas tropicais mostram que o clima da Terra responde a mudanças nos níveis de gases de efeito estufa. Além disso, evidências antigas também podem ser encontradas em anéis de crescimento de árvores, sedimentos oceânicos, recifes de coral e camadas de rochas sedimentares. Isso significa que o aquecimento atual está ocorrendo aproximadamente dez vezes mais rápido que a taxa média de aquecimento após a era do gelo.

Figura 1: Dados de crescimento de dióxido de carbono

Por Ana Luiza Fávaro

Fonte: NASA