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Uma importante iniciativa foi lançada no dia 29 de setembro: a Coalizão Valorização Energética de Resíduos. Com a finalidade de promover ações para incentivar o desenvolvimento da valorização energética de resíduos sólidos no Brasil, o manifesto foi assinado por dez associações setoriais.

A Coalizão tem a liderança da ABREN e da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Ela tem como objetivo de promover eventos e buscar soluções legais e regulatórias para o desenvolvimento de uma indústria sustentável e integrada de valorização energética de resíduos sólidos no Brasil.

Durante o evento de lançamento, o vice-presidente do Conselho da ABREN, Antônio Bolognesi, destacou o sucesso da iniciativa. Isso porque há o alinhamento de parceiros relevantes e representativos no cenário empreendedor brasileiro, com o propósito de que o Brasil precisa ser alçado a um outro nível na gestão e no tratamento dos resíduos sólidos no território nacional.

De acordo com ele, as usinas Waste-to-Energy (WTE) representam o que há de mais moderno em Economia Circular para a sustentabilidade. “Os benefícios são palpáveis e tangíveis para o meio ambiente, à saúde da população e à mitigação do aquecimento global”.

O curador da BW 2020 e presidente executivo da ABREN, Yuri Schmitke, apresentou o panorama global sobre o estado da arte do tratamento de resíduos sólidos no mundo. Além disso, ele exemplificou a prática de tecnologias avançadas de recuperação e valorização energética dos resíduos. Com isso, pontuou os impactos positivos dessa tecnologia sobre a saúde pública e a mitigação na mudança do clima.

Ademais, reforçou a possibilidade de concretizar maiores possibilidades para a geração distribuída, o desenvolvimento de uma indústria verdadeiramente sustentável, com a inserção de grande avanço tecnológico. Por fim, ele  também destacou aspectos da regulação doméstica sobre o tema e os avanços ainda necessários.

Tema importantíssimo

No lançamento virtual, o presidente da Abimaq e co-fundador da Coalizão, José Velloso, destacou se tratar de tema importantíssimo para a sociedade, em especial face à aprovação do marco do saneamento, particularmente sob dois focos: aumento de investimento no País e proteção ao meio ambiente.

Para Hélvio Guerra, Secretário de Planejamento Energético do Ministério das Minas e Energia, a iniciativa é louvável. “O MME trabalha para que essa fonte de energia passe a integrar a nossa matriz elétrica”, disse. Isso porque os atributos da recuperação energética dos resíduos são benéficos, por exemplo, à saúde. “Anualmente, R$ 2,7 bilhões são gastos em saúde pública face ao lixo depositado de forma inadequada”.

Desse modo, o MME prevê uma maior inserção dessa fonte de energia nos leilões a serem ainda este ano, especialmente, com aproveitamento de gás de aterro e incineração. Certamente, isso trará mais financiabilidade às usinas, com garantia de recebíveis.

O deputado Lafayette Andrade, relator do Código Brasileiro de Energia Elétrica, parabenizou a iniciativa. “Na verdade, tudo é resíduo, uma vez o que está sendo produzido hoje, e colocado no mercado de consumo, virará resíduo amanhã”, comentou. Ele pontuou que essa fonte de energia é a solução mais inteligente por todos seus benefícios.

Já o deputado Arnaldo Jardim destacou ser um privilégio prestar seu apoio à Coalizão. “É absolutamente necessário repensar a forma de produzir e a forma de consumir energia no Brasil. Ou seja, devemos entender a sustentabilidade como princípio fundamental. Assim, a Política Nacional de Resíduos Sólidos precisa incluir a recuperação energética como fonte necessária de energia”, enfatizou.

Segundo Leonardo Caio Filho, diretor de Regulação e Tecnologia da COGEN, acentuou que essa fonte pode agregar cerca de 4% à matriz elétrica. Contudo, há a necessidade de uma modernização do setor elétrico brasileiro e a distribuição regionalizada.

BW 2020

A Sobratema, organizadora da BW, participou desse lançamento como participante da Coalizão. O vice-presidente, Carlos Pimenta, destacou que a iniciativa vai ao encontro do movimento BW. O grande evento dessa iniciativa ocorrerá entre os dias 17 e 19 de novembro deste ano.

Para Pimenta, o evento será uma oportunidade ímpar para conhecer as principais tecnologias voltadas à sustentabilidade ambiental. E, sem dúvida, um dos destaques será o setor de recuperação energética a partir dos resíduos.

A Coalização conta ainda com a participação da WtERT Brasil, SINDESAM, COGEN, ABGD, ABERS, ABEMI, ANIP e CervBrasil.

Para ler o manifesto da Coalizão Valorização Energética de Resíduos, acesse este link.

Para assistir a transmissão do evento, acesse o Canal da Abren no YouTube.