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No Brasil, o agronegócio é o setor responsável por 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB), bem como por 42% das exportações. A China é atualmente o maior parceiro comercial desse segmento. Nesse momento de crise sanitária, o agro tem garantido o abastecimento de alimentos. Ou seja, houve uma colaboração de toda a cadeia produtiva, passando pela produção e logística, para que não faltassem produtos básicos de alimentação do brasileiro.

Durante o mais recente webinar BW Talks, Eduardo Daher, diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), alertou que se isso não tivesse ocorrido, o Brasil poderia ter passado por uma situação ainda mais caótica e até inimaginável, se não houvesse a colaboração de toda a cadeia produtiva. “O agro mostrou seu comprometimento com a população e não parou em nenhum momento, com o propósito de levar o alimento necessário à mesa de cada um”.

Daher lembrou ainda que o Brasil é líder em sete produtos agro, como por exemplo, o café e o suco de laranja. “Temos um grande potencial e uma oportunidade para abastecer o mundo e a tecnologia é importante nesse processo”, disse.

Nesse sentido, a tecnologia pode também contribuir para a preservação do meio ambiente. Por isso, Daher afirmou que há investimentos na agricultura de baixo carbono (ABC), na integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF), em carne carbono neutro, entre outras metodologias que buscam aliar desenvolvimento, produção e sustentabilidade ambiental. “As mudanças tecnológicas da agricultura são positivamente dramáticas, como por exemplo, as evoluções que temos visto em termos de biotecnologia”.

Sustentabilidade: Desafios e exemplos

Contudo, ainda existem desafios ambientais na área que, de acordo com o diretor executivo da Abag, vem sendo trabalhados. Um deles é o uso da água. “Entre 70% e 80% de um vegetal é água, o que justifica realizar o plantio no verão pela necessidade desse recurso natural. Nesse período há um volume maior de chuvas”, explicou. No caso da irrigação, ele afirmou que a tecnologia pode ser uma aliado para evitar desperdícios e reduzir o consumo desse bem. E, isso já tem sido feito por esse segmento.

Por outro lado, em cultivos como a cana, os conceitos de economia circular estão presentes. “Esse é um exemplo de como o agro pode colaborar para a geração de energia e a reutilização de matérias primas para outros fins”, contou Daher. A vinhaça funciona como adubação orgânica, enquanto a palha pode ser queimada para gerar energia.

Outro segmento que também trabalha em prol do meio ambiente é o de defensivos, por meio do Sistema Campo Limpo. Atualmente, ele é considerado o o maior programa de coleta e reciclagem de embalagens de defensivos agrícolas do mundo. “O percentual de retorno aos pontos de coleta é de 95%. Essas embalagens são compactadas e recicladas, sendo que 75% vem da própria matéria-prima reprocessada”, pontuou.

Para assistir a íntegra do webinar, basta acessar o YouTube.