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O setor da construção abre oportunidade de reinserção dos resíduos produzidos. “É possível transformar concreto e alvenaria em brita reciclada de diferentes granulometrias (desde areia até rachão), sendo aproveitada na própria construção para geração de agregados sem função estrutural”, afirma Hewerton Bartoli, presidente da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon).

Contudo, o setor é um dos que mais contribuem para a produção de resíduos. São cerca de 50% a 70% da massa de resíduos sólidos urbanos são oriundos da atividade. Desse montante, cerca de 70% são provenientes de reformas, enquanto os 30% restantes são originários da construção formal. “A construção civil ainda não consegue dar o tratamento adequado para os resíduos”, comenta. “Sendo assim, é necessário pensar nos impactos dessa situação no médio e curto prazo.”

Bartoli explica que o RCD (Resíduo de Construção e Demolição) pode ser classificado em quatro classes. A primeira (A) consiste basicamente em resíduos de alvenaria e concreto, que representam de 60% a 80% do entulho gerado em uma obra e são passíveis de beneficiamento. Já a classe B inclui recicláveis como gesso, papel, plástico, madeira, metais e vidros. Enquanto os não recicláveis são considerados da classe C e os resíduos perigosos, da classe D.

Mercado de reciclagem em desenvolvimento

Todavia, a construção não está sozinha nessa tarefa. Após a criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), há dez anos, o mercado de reciclagem começou efetivamente a crescer. Hoje, existem aproximadamente 350 recicladoras no país, com uma capacidade média de 5.000 m³/mês.

Para Bartoli, a cultura de reutilização vem se desenvolvendo no país nos últimos anos. A inserção de agregados reciclados em tabelas nacionais e regionais, além da criação do MARE (Manual de Aplicação do Agregado Reciclado), com mais de 50 tipos de aplicações, mostram isso.

“Essas ações têm contribuído bastante para fomentar mais vendas por parte dos empreendedores, além de conscientizar os gestores públicos”, avalia o especialista, que todavia vê um mercado ainda incipiente. Tanto que o desperdício segue como norma, com índice médio de 20% a 30% na construção. “Precisamos nos equiparar a outras indústrias, como a automobilística, que desperdiça menos de 1% dos seus materiais”, defende.

Na construção, o principal gargalo está no processo de separação dos resíduos, a triagem. Isso porque a maioria das empresas faz a segregação manual do material, com pouca produtividade e eficiência. No entanto, já se percebe uma adoção crescente de ‘picking stations’ (estações de coleta) e de novos equipamentos, capazes de otimizar esse processo. “A britagem em si é o processo mais simples”, comenta Bartoli. “Em obras de demolição e infraestrutura a britagem móvel ganha destaque por conseguir o resíduo no próprio local de geração, evitando custos com transporte e destinação, além de reduzir o consumo de agregados virgens.”

Referência: Revista M&T – Um novo olhar para a reciclagem