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A preocupação com o desenvolvimento sustentável tem batido à porta com urgência. Como resultado, tem estimulado a criação de medidas alternativas pela preservação do meio ambiente. O arquiteto e urbanista Marcelo Nudel, diretor geral na Ca2 Consultores Ambientais Associados, em entrevista à Revista Nordeste, enfatizou o crescimento de edifícios mais sustentáveis no Brasil.

“Nos últimos cinco anos, realmente houve um salto expressivo na busca por esse tipo de construção e que procuram por certificações”, disse. Ele apontou ainda que isso é perceptível em dois nichos específicos de mercado: edifícios corporativos especulativos de médio e alto padrão e nos edifícios built to suit, uma espécie de construção sob medida.

Nesse sentido, em 2014, o Brasil estava em terceiro lugar, entre 80 países, no ranking de construção de prédios com a certificação LEED. Essa certificação é um selo que atesta que determinado edifício atende a uma série de exigências de sustentabilidade. Mas, para o arquiteto Marcelo Nudel, especialista na certificação LEED, ainda estamos longe do ideal.

Caminho a se percorrer

“Mesmo ocupando a 3ª posição no ranking do GBC Brasil, a proporção entre esses novos edifícios e o total da indústria da construção civil brasileira é ínfima. Isso demonstra que ainda há um enorme caminho a se percorrer. A posição no ranking ainda não reflete os enormes níveis de informalidade (principalmente no setor residencial) e seus impactos ambientais e sociais associados a isso”, disse.

A arquiteta Luciana Carvalho disse que o crescimento de edifícios mais sustentáveis também se vê no Nordeste. “Podemos citar a Arena Pernambuco, que recebeu os jogos da Copa do Mundo de 2014 e obteve certificação LEED”, falou. “Temos na região cerca de 50 empreendimentos registrados para a obtenção desse selo. A região é uma das que mais tem potencial para crescer em termos de construção civil”, complementou.

Para ela, o potencial também está no consumo energético devido ao clima mais quente. “Ele provoca um aumento no uso de climatização artificial, já que estamos também observando aumentos nas temperaturas médias mundiais”, explicou Luciana.

O número de edificações poderia ser maior, mas entraves burocráticos dificultam o processo. “Com exceção de alguns itens constantes na nova Norma de Desempenho e leis municipais específicas, não há no Brasil um código de edificações adequadamente rigoroso para questões de sustentabilidade como ocorre, por exemplo, nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Austrália”, argumentou Marcelo.

Matéria publicada originalmente na Revista Nordeste

Republicada pela Ca2 Consultores Ambientais Associados