A desativação, descomissionamento, descontaminação e demolição são quatro atividades comuns no setor de engenharia ambiental. Cada uma delas atua para garantir a proteção do meio ambiente, por meio de um planejamento, medidas e ações assertivas. Nesse sentido, o descomissionamento contribui no desenvolvimento das cidades porque possibilita, por exemplo, que empreendimentos residenciais sejam instalados em antigas áreas industriais. Por isso, é um serviço que está cada vez mais presente em centros urbanos.

O descomissionamento é a desativação total ou parcial de qualquer empreendimento. Ele exige um plano muito bem elaborado, com a finalidade de preservar aquele local de qualquer tipo de contaminação. “Quando plantas industriais são desativadas é preciso planejar as atividades para que sua área não seja simplesmente abandonada. O conceito de descomissionamento representa responsabilidade socioambiental e sustentabilidade”, explica o engenheiro Ulysses Mourão, head da divisão de engenharia da EBP Brasil.

Assim, o Plano de Descomissionamento permite que as empresas tenham informações sobre a área e o potencial reaproveitamento de ativos e façam a destinação adequada de resíduos e materiais. Além disso, ele contempla recomendações ambientais, possibilitando, enfim, a liberação daquele local para uso futuro.

É importante ressaltar ainda a contratação de uma empresa de engenharia ambiental especializada, a fim de que a desativação da indústria ou dos processos em plantas industriais seja feita de forma ambiental e segura. Assim, certamente, o descomissionamento estará contribuindo com o desenvolvimento das cidades.

Case

Um exemplo que mostra perfeitamente a aplicação de um plano de descomissionamento foi realizada pela EPB Brasil em uma área de tancagem. Essa área foi atingida por um incêndio e grande parte das instalações dos produtos químicos atingidas foi destruída. Como resultado, um enorme passivo ambiental foi gerado.

O trabalho foi realizado em três fases. E, a elaboração do plano contemplou aspectos operacionais, de segurança e meio ambiente, exigindo a análise de mais de 200 documentos. O documento final contemplou, entre outros tópicos: requisitos de saúde e segurança ocupacional e plano de gerenciamento de resíduos sólidos (PGRS) e plano de mitigação de riscos.

A empresa foi responsável pelo gerenciamento de todo o trabalho que incluiu, entre outras etapas: monitoramento da qualidade do ar na área do sinistro, durante a execução da obra e planejamento e supervisão dos serviços de desmontagem e demolição de tanques, pipe-hacks e estruturas de concreto afetadas pelo incêndio.

Por fim, foram destinadas corretamente mais de 1.000 toneladas de sucata metálica, além de 25 toneladas de resíduos sólidos.

Fonte: EBP Brasil