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No dia 5 de setembro, foi celebrado o Dia da Amazônia, com a finalidade de conscientizar as pessoas sobre sua biodiversidade e sua importância para o planeta. Em um artigo publicado no Poder360, Marcello Brito, presidente do Conselho Diretor da ABAG, e o economista Paulo Hartung afirmam que existem muitos motivos para comemorar, mas que estão sendo ofuscados pelo que vem ocorrendo no bioma.

Nesse sentido, os articulistas refletem que as altas taxas de desmatamento são contrários a posição global de priorizar a questão ambiental. Além disso, argumentam que esse movimento faz parte da nova dinâmica dos negócios internacionais e que os cidadãos estão mais atentos quanto as questões sociais e ambientais.

Por isso, eles ressaltam que, cada vez mais, a repercussão das ilegalidades que afetam a Amazônia arranha a imagem do Brasil internacionalmente. E isso é um fato bastante relevante, pois os gestores observam como está o comportamento socioambiental dos locais onde pretendem colocar seus recursos. Desse modo, “quem não se conecta à nova agenda ambiental global perde mercados no exterior e acesso a crédito”.

Movimento Empresarial

Brito e Hartung destacaram a urgência de ações para essa questão e citaram o Movimento Empresarial, que reúne 70 CEOs das mais importantes empresas. A ação inédita promoveu reuniões com as principais autoridades institucionais do país, a fim de expor suas preocupações com a Amazônia. Eles se dispuseram, inclusive, a estabelecer de maneira colaborativa diálogo pela busca de soluções.

Essa iniciativa demonstra a certeza do setor produtivo a respeito da produção com sustentabilidade. Ademais, mostra a crença de que o Brasil pode reverter os danos de imagem sofridos até o momento. “Mas isso passa por respostas rápidas com relação ao combate das ilegalidades, em prol da preservação da floresta e da melhoria de vida da população local”, escrevem.

O artigo também elenca os inúmeros benefícios proporcionados pela floresta, incluindo os serviços ambientais que ajudam na competitividade da agricultura. E aponta outra riqueza potencial: os mecanismos de crédito de carbono. O Cebds (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) calcula que os “créditos de carbono” oriundos da preservação da Amazônia poderiam gerar US$ 10 bilhões ao ano para o Brasil. Esse tema, aliás, deve estar na COP26, em Glasgow,

Por fim, os articulistas salientam a importância do combate inflexível e abrangente aos crimes e desmandos ambientais, na Amazônia e nos demais biomas brasileiros. Do mesmo modo, avaliam a necessidade de buscar diminuir o impacto ambiental no uso dos recursos naturais; a valorização e preservação da biodiversidade; e a oferta de pacotes de incentivos para a recuperação econômica dos efeitos da pandemia da Covid-19 condicionada a uma economia circular e de baixo carbono.

Referência: Poder360 – Brasil precisa se conectar com agenda da bioeconomia, escrevem Hartung e Brito

Foto: Pixabay