O conceito de economia circular é um dos destaques do Fórum Econômico Mundial em Davos. Empresas como Adidas, Unilever e BlackRock Inc. estão adotando esse modelo econômico, que respeita a sustentabilidade.

Contudo, em 2012, essa realidade era diferente. Quando a iatista britânica Ellen MacArthur foi ao evento para divulgar essa ideia, o que as pessoas queriam saber era o que ela vinha fazendo após sua aposentadoria das velas. MacArthur ficou famosa ao conquistar o recorde mundial de circunavegação solo mais rápida do mundo.

Após oito anos, sua visão está se tornando uma realidade. Só para ilustrar, sua fundação, instituída em 2010, vem promovendo ativamente esse sistema econômico, no qual a vida útil do produto é estendida e os componentes usados ​​repetidamente. Com isso, o desperdício é eliminado com o design de produtos que podem ser recuperados, reutilizados e remanufaturados.

Desse modo, a ideia é substituir o modelo “linear” de crescimento – extração, produção e descarte – e reduzir a pressão sobre os recursos limitados do planeta.

Empresas

Sem dúvida, a economia circular é um dos destaques em Davos. A Unilever prometeu reduzir a quantidade de embalagens plásticas que produz em 14% a cada ano até 2025. A Adidas quer quase dobrar este ano – para 20 milhões – o número de sapatos produzidos a partir de plástico reciclado . A Nestlé também estabeleceu metas para reduzir as embalagens, enquanto o Google começou a aconselhar as empresas sobre como aproveitar os dados para gerenciar melhor os recursos. A BlackRock iniciou um fundo focado na economia circular ao lado da Fundação Ellen MacArthur, com ativos de US$ 23 milhões.

A adoção em larga escala do conceito traria diversos benefícios à economia e ao mundo. Além de reduzir custos e aumentar a produtividade, também contribuiria para que as mudanças climáticas e a poluição fossem moderadas. De acordo com Peter Lacy, autor do ‘The Circular Economy Handbook‘, esse mercado representa uma oportunidade de US$ 4,5 trilhões em todo o mundo até 2030.

Confira neste link a reportagem completa de Jill Ward and Suzy Waite, da Bloomberg

Imagem: weforum.org