A escolha de São Paulo como uma das Cidades Emblemáticas, pela Fundação Ellen MacArthur, ressalta o potencial que o país tem para implantar um número maior de ações de economia circular na cadeia dos alimentos, contribuindo para preservação do meio ambiente.

A capital paulista, juntamente com Londres e Nova Iorque, contará, ao longo dos próximos três anos, com a colaboração da entidade inglesa para desenvolver soluções de economia circular dos alimentos em grande escala.

A Fundação apoiará as cidades escolhidas no estabelecimento de metas na transição para uma economia circular dos alimentos, ajudando também a alcançá-las por meio da facilitação de conexões e colaboração com outros atores relevantes do sistema alimentar. A escolha das cidades ocorreu com base no lançamento do relatório “Cidades e Economia Circular dos Alimentos”.

Avaliações

A escolha de São Paulo como uma das Cidades Emblemáticas foi comemorada pelo prefeito Bruno Covas, que disse em material publicado pela fundação: “Estamos empenhados em garantir a qualidade da comida a todos os paulistanos e promover políticas de desenvolvimento sustentável. A cidade de São Paulo acredita que a economia circular é uma alternativa possível ao desperdício e à poluição do sistema produtivo atual”.

“Esse movimento voltado à economia circular resgata ações que foram perdidas com a evolução das grandes cidades. O evento nos mostrou a importância de reavaliar os processos para trazer de volta essa prática. A capital paulista possui diversas ações que atendem ao conceito, no entanto, esse apoio que passaremos a contar, nos ajudará a estruturar os projetos da melhor forma para obter os resultados ainda melhores para a população”, explicou Ana Carolina Lafemina, secretária-adjunta, em matéria publicada no site da Prefeitura de São Paulo.

Ana Carolina Lafemina enfatizou que diversas frentes serão beneficiadas com a atuação da Fundação Ellen MacArthur. “Temos os agricultores familiares de Parelheiros, no extremo sul da cidade, que destinam parte da produção orgânica para a merenda das escolas municipais. A nossa pasta desenvolve o Programa de Combate ao Desperdício de Alimentos nos equipamentos públicos, além de destinar ao Banco de Alimento Municipal, os alimentos não adequados à comercialização, mas em condições de consumo para entidades assistenciais. Além disso, a gestão municipal tem atuado na ampliação de áreas de compostagem, fazendo um ciclo desta cadeia alimentar”, explicou.