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O presidente da Abren, Yuri Schmitke, e o gestor Internacional de Resíduos pela ISWA, Flávio Matos, publicaram recentemente um artigo no Blog do Fausto Macedo, no Estadão, sobre a importância da recuperação energética de resíduos. Os especialistas ponderam que, além de ser uma geração de energia limpa, também é uma alternativa para o fim dos lixões no país. Schmitke é curador do Núcleo Temático Waste-to-Energy na BW 2020.

De acordo com eles, as Usinas de Recuperação Energética (URE) contribuem com a implantação de conceitos de economia circular. Isso porque elas lidam com resíduos não recicláveis que iriam para aterros, e ao recuperar materiais importantes, como por exemplo, metais e minerais.

Além disso, ao desviar os resíduos sólidos urbanos (RSU) do aterro é possível reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE). Conforme dados da Agência Ambiental Europeia (EEA), entre 1995 e 2017, verificou-se uma redução de 42% nas emissões de GEE em decorrência do aumento dos índices de tratamento e, concomitante queda de 60% na destinação de RSU aos aterros da região.

Os articulistas lamentam pelo fato de o Brasil ainda não possuir nenhuma URE. “Nosso País ainda se encontra muito aquém do desejável em matéria de gestão de RSU, destinando 96% para aterros e lixões”. Contudo, ressaltam as ações para transformar essa realidade, como o novo marco do saneamento. Outra iniciativa é o anúncio do Ministério de Minas e Energia sobre a realização do leilão regulado para contratação de energia elétrica proveniente de URE.

“Com tais instrumentos torna-se possível obter garantia take or pay para o financiamento das usinas URE, garantindo aos agentes financeiros contrato de longo prazo de fornecimento de lixo, com garantia de pagamento por meio de tarifa, assim como contrato de longo prazo para a venda da energia elétrica gerada”.

Gestão Sustentável de Resíduos

No artigo, Schmitke e Matos apresentam os benefícios das UREs.

Em primeiro lugar, elas tratam com segurança o lixo doméstico em apenas uma hora, recuperando sua energia e usando equipamentos avançados de controle de poluição do ar. A geração de energia em UREs permitiria gerar até 600 kWh de eletricidade por tonelada de RSU. Essa quantidade é suficiente para abastecer um domicílio de tamanho médio durante 108 dias.

As UREs estão sujeitas à mais rigorosa legislação ambiental. Ademais, contam com sistemas de tratamento de gases de combustão altamente eficientes, com valores típicos de emissões entre 50% e 75%. Esse percentual está abaixo dos limites impostos pela diretiva Europeia 2010/75/EU.

Outro benefício é a reciclagem. Os locais de UREs apresentam as taxas de reciclagem mais elevadas no mundo. No Brasil, permitiriam a recuperação de em média 23 kg de metais reciclados para cada tonelada de resíduo tratado. Elas fornecem uma solução local para o gerenciamento sustentável de resíduos. Isso possibilita economia em transporte de RSU e de uso do sistema de transmissão de energia equivalente a cerca de 340 R$/MWh.

Há ainda incomensuráveis benefícios à saúde da população. Segundo a Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA) o custo do atendimento médico pela má gestão dos RSU é calculado entre 10 e 20 U$/ton, equivalente a uma média de 75 R$/ton.

Por fim, a recuperação energética de 10 mil toneladas de resíduos tem potencial para criar até 40 postos de trabalho, de acordo com a Comissão Europeia.

Assim, os especialistas finalizam o artigo recomendando a estruturação de Parcerias Público Privadas para construção de UREs, com vistas a geração de energia limpa e alternativa para o fim dos lixões. E assim trazer benefícios sociais, econômicos e ambientais para as presentes e futuras gerações.

Artigo completo em Fausto Macedo

Republicada por ABREN