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O hidrogênio verde tem sido considerado estratégica para a transição energética nos países. Assim, nações e empresas têm buscado investir nesse mercado, na última década, com uma aceleração maior nos últimos anos.

Um exemplo é a Air Liquide, que anunciou planos para produzir hidrogênio verde em uma fábrica próxima a Las Vegas, nos Estados Unidos. A unidade terá capacidade de produção de 30 toneladas de hidrogênio líquido por dia. A maior parte será destinada à Califórnia, onde há planos para 200 postos de abastecimento de hidrogênio até 2025.

Esse anúncio aumenta, portanto, a sensação do potencial desse segmento ainda emergente. “O hidrogênio verde parece estar em algum tipo de inflexão possível”, disse Ben Gallagher, especialista em carbono e tecnologia emergente da Wood Mackenzie Power & Renewables. “Definitivamente há algo no ar.”

Investidores e legisladores, desse modo, estão começando a notar essa tendência. Embora o hidrogênio verde ainda esteja no início, conheça os investimentos em hidrogênio para a transição energética de 10 países.

Austrália

Embora a Austrália tenha uma presença ainda pequena nos mercados de hidrogênio verde até o ano passado, o país busca aumentar consideravelmente sua participação. O objetivo é substituir as exportações de combustíveis fósseis por uma alternativa criada com os abundantes recursos energéticos renováveis ​​do país.

A Siemens, por exemplo, fez uma parceria para desenvolver um projeto combinado solar e eólico de 5 gigawatts, com a finalidade de alimentar a produção de hidrogênio verde.

Os destinos prováveis ​​para o hidrogênio verde australiano incluem Japão e Coréia do Sul. “Em geral, estamos procurando por um país [que é] um importador de energia e está buscando por um combustível com baixa emissão”, disse Paul Graham, economista-chefe de energia da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation.

Canadá

O Canadá enxerga o potencial nos mercados de hidrogênio verde, não apenas como produtor do gás, com base em recursos renováveis, mas também como fabricante de células a combustível.

“Com base na colaboração e nos investimentos feitos pelos setores público e privado nas últimas décadas, o Canadá tem um setor de hidrogênio e células de combustível que prospera nos mercados de exportação e que inclui os líderes globais, como a Ballard Power Systems and Hydrogenics”, disse um documento do Natural Resources Canada.

A Ballard Power Systems está valorizada no mercado. Em 2018, o conglomerado chinês Weichai Power investiu US$ 163 milhões, comprando uma participação de 19,9% no negócio.

China

Junto com os veículos elétricos, Pequim avalia o hidrogênio verde como uma forma potencial para descarbonização do transporte. As metas do país incluem 5.000 veículos com célula de combustível até 2020 e 1 milhão até 2030.

Existem também isenções fiscais para veículos movidos a hidrogênio. E Wuhan, a capital de Hubei, no centro da China, está sendo configurada para ser uma cidade de hidrogênio com até 100 postos de abastecimento para cerca de 5.000 veículos com célula de combustível até 2025.

“Além disso, outro objetivo é ter aproximadamente 100 fabricantes de componentes para células de combustível ou outros elementos da economia de hidrogênio, na área metropolitana de Wuhan que estão”, disse Gallagher.

França

O hidrogênio verde estava em alta na França. Em junho de 2018, o então Ministro da Transição Ecológica e Inclusiva, Nicolas Hulot, prometeu tornar o país um líder mundial em hidrogênio. Ele revelou, na época, um plano de investimento de € 100 milhões para a tecnologia.

Do mesmo modo, Hydrogène de France (HDF) anunciava um investimento de € 90 milhões em um projeto de hidrogênio na Guiana Francesa.

Para citar progresso na área, em primeiro lugar, em setembro do ano passado, o país implantou seu primeiro ônibus de passageiros movido a hidrogênio. Já, em outubro, a região de Auvergne Rhône-Alpes decidiu investir € 200 milhões em 1.000 veículos a hidrogênio e 15 eletrolisadores.

Alemanha

A Alemanha tem investido fortemente em tecnologias de hidrogênio para a descarbonização de sua economia. De acordo com Martin Hablutzel, chefe de estratégia da Siemens, esse país acredita no uso do hidrogênio em “várias aplicações, incluindo transporte e indústria”.

Na vanguarda desse desenvolvimento, a Alemanha pretende elevar seu nível, com planos para 20 laboratórios de pesquisa e orçamento de € 100 milhões.

“O hidrogênio é um dos tópicos mais quentes na transição energética no país no momento”, disse Inga Posch, diretora-gerente da FNB Gas.

Japão

O Japão é indiscutivelmente o mercado mais avançado de hidrogênio verde em todo o mundo. Conforme explicou  Hablutzel, da Siemens, esse avanço está focado “especialmente à importação de hidrogênio para aplicações domésticas, como transporte”.

De fato, o país lidera o desenvolvimento de veículos com célula de combustível a hidrogênio, graças aos esforços de fabricantes, como por exemplo, a Toyota e a Honda.

E os legisladores estão ansiosos para estimular o hidrogênio verde como alternativa ao gás natural liquefeito, do qual o Japão é o maior importado mundial. No ano passado, anunciou um plano de ação global para instalar 10.000 postos de abastecimento durante a próxima década.

Noruega

A Noruega tem um vasto potencial para criar hidrogênio a partir de energia hidrelétrica. Além disso, ela é pioneira no uso de células de combustível em balsas. No início de 2019, o país também foi o primeiro no mundo a relatar um acidente em um posto de abastecimento de hidrogênio.

Nel Hydrogen, a operadora do posto de gasolina, agiu rapidamente para compartilhar informações e chegar à causa raiz do incidente, que feriu duas pessoas.

Michela Bortolotti, gerente de comunicações da agência Hydrogen Europe, disse que o evento não deve ser um obstáculo para a comercialização de hidrogênio. “Em muitos casos, o hidrogênio é mais seguro do que o combustível que usamos atualmente para mover nossos carros”, disse.

Coreia do Sul

O incidente no posto de gasolina norueguês não é o único revés para a segurança a assolar a nascente indústria do hidrogênio verde este ano. Em maio de 2019, um tanque de armazenamento de hidrogênio explodiu em uma instalação de pesquisa do governo em Gangneung, Coreia do Sul, matando dois e ferindo seis.

A explosão alimentou preocupações, mas o país segue seus planos ambiciosos de implantação de hidrogênio, que incluem 850.000 veículos com célula de combustível nas estradas até 2030. O governo também planeja distribuir US$ 1,8 bilhão em subsídios para veículos e postos de abastecimento.

Reino Unido

Parecendo cada vez mais isolado dos parceiros comerciais na Europa, mas abençoado com um dos principais mercados eólicos offshore do mundo, o Reino Unido está buscando o hidrogênio renovável como uma forma de reduzir as importações de gás e ajudar a descarbonizar o setor de aquecimento ao mesmo tempo.

O governo revelou um plano de £12 bilhões para usar 4 gigawatts de energia eólica offshore para a produção de hidrogênio verde em 2030.

Além disso, os interesses do hidrogênio no Reino Unido chamaram a atenção, por meio da gigante química Linde pagando £ 38 milhões por uma participação de 20% na ITM Power.

Estados Unidos

Enquanto os Estados Unidos quase não investem no desenvolvimento de hidrogênio verde, a Califórnia está correndo para se tornar um mercado líder mundial.

O interesse da Califórnia no hidrogênio é impulsionado em parte por metas agressivas de descarbonização, com incluindo a eliminação progressiva de todos os ônibus movidos a diesel ou gás natural até 2040. Ademais, outro fator é a presença de alguns dos desenvolvedores de tecnologia mais renomados da indústria.

Primeiramente, pelo fabricante de células de combustível do Vale do Silício, Bloom Energy. Contudo, a empresa ainda está lutando para alcançar algo que nenhuma empresa de células de combustível de capital aberto jamais fez: obter lucro anual.

Referência: Tradução livre de GTM – 10 Countries Moving Toward a Green Hydrogen Economy