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Maior produtor mundial de carne bovina, o Brasil possui cerca de 170 milhões de hectares ocupados com pastagens. Contudo, metade dessa área encontra-se em algum estágio de degradação. Dessa maneira, técnicos de diversos institutos e órgãos de pesquisa, assim como vários produtores, passaram a avaliar sistemas produtivos que atenuem a degradação. Nesse sentido, a chamada ILP – Integração Lavoura Pecuária é a saída. E não é apenas para a pecuária de corte. Produtores de leite de diversas regiões do país, segundo levantamento feito pela Embrapa, já começaram a colher bons frutos da adoção dessa moderna tecnologia de manejo agrícola.

Um exemplo bem sucedido é o caso de um produtor de Minas Gerais. Após 10 anos de adoção desse sistema produtivo, elevou sua produção diária de leite de 400 litros para 1.000 litros. Além disso, outros estudos, conduzidos pela Associação Rede ILPF, revelaram que animais com acesso à sombra proporcionada por árvores que também fazem parte do manejo integrado, produziram 22% a mais de leite. Assim como, houve ainda uma diminuição de 3% na temperatura corporal dos animais. Esse resultado contribui para o bem estar animal, o que igualmente melhora a produtividade do rebanho.

Integração também com a Floresta

Fora tais benefícios, verificou-se ainda que vacas Gir Leiteiro criadas em áreas com sombra de eucalipto do sistema de integração, que inclui floresta, produziram quatro vezes mais embriões durante a época mais quente do ano. Semelhante ganho constatou um criador da Fazenda Santa Cândida, no Rio Grande do Sul, adepto desse sistema. Iniciado em 2012, o projeto envolve produção de arroz irrigado e do gado que, nessas condições, estão prontos para comercialização em 24 meses. Anteriormente, saiam apenas aos 36 meses.

Em razão desses bons resultados, a Integração Lavoura Pecuária, que pode contar ainda com Floresta, tem se mostrado uma estratégia cada vez mais reconhecida como alternativa para uma agropecuária sustentável. Desse modo, se aumenta a produtividade e a rentabilidade, além de se ter maior oferta de alimentos. Com isso, há uma menor necessidade de área para a produção, o que significa menor desmatamento e, portanto, preservação ambiental. Trata-se de uma tecnologia bastante eficaz também para sanar problemas referentes a pastagens ralas, com espaços descobertos, plantas invasoras e cupinzeiros.

Outra prova de que a integração lavoura pecuária é a saída para se ter um agronegócio sustentável é a comparação entre área de pastagens e o total do rebanho brasileiro. O mais recente levantamento da Plataforma ABC da Embrapa, voltada ao monitoramento das emissões de Gases de Efeito Estufa na agricultura, vem constatando frequente redução da área destinada ao gado nas últimas décadas. O estudo mostrou que em 1990, uma área de pastagens de 225 milhões de hectares abrigava 148 milhões de cabeças; enquanto em 2016, as pastagens recuaram para 160 milhões de hectares, onde eram mantidos 185 milhões de animais.

Referências: Embrapa e Rede ILPF

Foto: Arquivo Embrapa