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Os investimentos na área de saneamento básico precisam crescer para que o país alcance a universalização dos serviços de esgotamento sanitário, abastecimento de água potável, coleta e destinação adequada de resíduos e rejeitos. Isso porque atualmente o Brasil possui indicadores de água e esgoto piores que mais de uma centena de nações.

“Embora seja a 9ª maior economia do mundo, o Brasil ocupa a 102ª posição em um ranking mundial de saneamento com 200 países”, disse a bióloga Ana Luiza Fávaro, diretora técnica da área de biologia da Acqua Expert Engenharia Ambiental em uma entrevista para a Revista Grandes Construções. O país está atrás de África do Sul, Peru e outras nações com potencial econômico muito menor.

De acordo com Panorama da Participação Privada no Saneamento 2019, são necessários investimentos de cerca de R$ 20 bilhões anuais para mudar essa situação. Entretanto, esse montante nunca foi alcançado. Em 2017, por exemplo, o aporte no setor foi de R$ 10,05 bilhões.

Ana Luiza avaliou que o principal entrave da área está justamente na falta de investimento. “A maior parte das cidades reinveste muito pouco do que é arrecadado com serviços de saneamento”, comentou. Assim, para ela, não importa se o investimento virá da iniciativa privada ou pública. “O principal é que aconteça o quanto antes para evitar os efeitos diretos da falta de saneamento, como as doenças e mortes das pessoas”, reiterou.

A bióloga, que é curadora do Núcleo Conservação de Recursos Hídricos da BW 2020, avaliou que o subsídio cruzado é fundamental para viabilizar a universalização. Isso porque o serviço precisa alcançar as pessoas que não têm condições de pagar pelos serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto.

Importância para a saúde, natureza e economia

Um estudo do Banco Mundial lançado em março deste ano mostrou a importância do tratamento de esgoto para a saúde, a natureza e a economia. Cases bem-sucedidos realizados globalmente, incluindo o Brasil, reforçam que o investimento na área resulta em benefícios à saúde pública, melhoria ao meio ambiente e à qualidade de vida. Além disso, em economia circular, o esgoto sanitário tratado pode ser considerado um recurso valioso. Com ele, é possível obter não apenas água limpa, mas também fertilizantes agrícolas e biogás para a geração de energia. Isso reforça que, sem dúvida, os investimentos na área de saneamento básico no Brasil precisam crescer.

A publicação constatou ainda que, mundialmente, 80% dessas das águas residuais são devolvidas ao meio ambiente sem tratamento adequado. Na América Latina, estima-se que esse porcentual varie entre 30% e 40%.

Referências: Revista Grandes Construções / Blog do Banco Mundial / Estado de Minas

Foto: Revista Grandes Construções