A embalagem mais reciclada do planeta, que introduziu conceitos fundamentais para a economia circular, a lata de alumínio completa 30 anos de fabricação no Brasil. No ano passado, o som da abertura de uma lata foi ouvido cerca de 800 vezes por segundo no país.

O crescimento da lata de alumínio no Brasil é vertiginoso. Em 1989 iniciou-se a produção de latas de alumínio no Brasil. Apenas dez anos depois, em 1999, já alcançava a marca de 10 bilhões de latinhas. Em 2009, se aproximou dos 20 bilhões e, em 2019, deve chegar ao patamar próximo a 30 bilhões. É o terceiro maior mercado mundial, atrás apenas de EUA e China.

“A partir da primeira fábrica, instalada na cidade de Pouso Alegre, Minas Gerais, o setor investiu pesado para atender a demanda crescente dos consumidores e dos diversos fabricantes de bebidas por uma embalagem comprovadamente sustentável”, ressalta Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas. Ele observa que hoje são 22 unidades industriais espalhadas por todas as regiões do país. “Trinta anos depois, agora é a vez de envasarmos a primeira água em lata do Brasil” pontua Cândido. “A latinha possui ainda um ciclo de vida relativamente curto já que leva poucos meses para voltar ao ponto de venda após o consumo e descarte, formando um conceito perfeito de economia circular” pontua.

Líder em reciclagem

O mercado é líder de reciclagem, se tornou sinônimo de consumo consciente e exerce um importante papel para a consolidação de um modelo de negócio sustentável no país . De acordo com dados da Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio) e da Abal (Associação Brasileira do Alumínio), o Brasil se mantém como um dos líderes mundiais na reciclagem de latas de alumínio com o alto índice de 97,3%. Isso tudo em um período de em média 90 dias.

Por ser 100% reciclável, a lata de alumínio contribui para um menor impacto ambiental ao reduzir em 95% a emissão de gases de efeito estufa e consumir apenas 5% de energia necessária para produção de alumínio a partir do minério. Cada quilo de lata reciclada economiza cinco de bauxita, minério utilizado para produção do chapa de alumínio. Por ser leve e resistente, diminui o custo do transporte, reduzindo a pegada de carbono dos produtos.

Esse mercado também contribuiu para o desenvolvimento das cooperativas de catadores de materiais recicláveis. Além dos empregos diretos da indústria de latas de alumínio, estima-se que a embalagem sozinha garantiria a renda de cerca de 1 milhão de pessoas. O padrão de logística reversa da lata serviu de modelo para a formulação da Política Nacional de Logística Reversa (PNRS), que orienta a coleta seletiva no país e tenta estimular o reaproveitamento de resíduos descartados.

Foto: Diário do Nordeste

Com informações da Abralatas e do Jornal O Estado de S.Paulo