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Uma pesquisa chinesa mostra que locais mal ventilados podem influenciar no risco de transmissão do novo coronavírus. Os pesquisadores criaram uma simulação de contágio realizada no restaurante em que membros de três famílias foram infectados, além de apresentarem outras evidências.

Logo após colherem relatos dos agentes de saúde e outras informações, como por exemplo, imagens de câmeras de segurança, plantas arquitetônicas e dados meteorológicos, eles constataram que as três famílias estavam distribuídas em mesas enfileiradas umas com as outras. Ou seja, elas compartilharam a mesma zona de fluxo de 313ventilação estabelecida por um aparelho de ar-condicionado instalado em outro andar.

Para a simulação, foi usado um gás marcador com características de propagação no ar semelhantes às do Sars-CoV-2. Ele foi emitido no ambiente como se fossem as partículas do coronavírus contidas nos aerossóis da fala e respiração do “paciente número zero”. Na ocasião do contágio, a pessoa com Covid-19 estava com quatro parentes, diante de uma mesa disposta entre outras duas, onde estavam as famílias também observadas no estudo. As quatro pessoas testaram positivo para o vírus nas semanas seguintes.

Ao lado de uma das mesas com pessoas ainda não infectadas pelo vírus, havia uma parede onde estava o ar condicionado observado pelos pesquisadores. Em uma família, houve três membros infectados entre os quatro que estiveram no local. Na outra, cuja mesa estava disposta abaixo do ar-condicionado, dois dos sete membros foram acometidos pelo coronavírus. As outras pessoas presentes nos cinco andares do restaurante, não foram infectadas naquela ocasião.

Não houve desdobramentos nem mesmo para os 73 fregueses e oito funcionários que, assim como as famílias infectadas, estavam no mesmo andar. O contágio se restringiu à área das três mesas ventiladas pelo mesmo aparelho de ar-condicionado, o que ficou claro na simulação.

Gás marcador

O gás marcador foi identificado principalmente nas mesas ocupadas pelas famílias infectadas. Ele até se propagou para outras áreas, onde havia fluxo de ar promovido por outros aparelhos de ar condicionado, mas em menor escala.

A circulação das partículas virais se deu significativamente naquela área, onde havia a aglomeração das famílias, uma mesma circulação de ar e um paciente com a Covid. No entendimento dos pesquisadores, não foi somente o fluxo de ventilação criado pelo ar-condicionado em torno de uma aglomeração que levou ao contágio das famílias pelo novo coronavírus.

Um outro componente também foi definitivo para que isso tenha ocorrido: a ausência de ventilação natural no restaurante. Embora as três mesas estudadas estivessem enfileiradas diante de uma janela, ela estava fechada. Havia ventiladores com a função de exaustores nas paredes do estabelecimento, mas eles não estavam em funcionamento.

As únicas injeções externas de ar no local provinham de um exaustor instalado no banheiro e pela abertura da porta de entrada, o que não foi suficiente para impedir que as partículas do coronavírus se espalhassem, diminuindo a chance de contágio.

O alerta dos cientistas chineses, portanto, direciona para os riscos de contágio em locais fechados, com má ventilação e aglomeração de pessoas. No estudo, os pesquisadores afirmam que os resultados obtidos “não mostram que a transmissão de aerossóis do Sars-CoV-2 pode ocorrer em qualquer espaço fechado, mas que essa transmissão pode sim ocorrer em locais espaços fechados e mal ventilados”.

A recomendação deles é para que as medidas que restringem aglomerações sejam mantidas e para que locais com características semelhantes ao desse restaurante redobrem os cuidados com a ventilação dos ambientes.03

Matéria publicada originalmente no O Globo

Republicada pela Ca2 Consultores Ambientais Associados

Foto: Thomas Peter