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Uma nova estratégia para economia circular em Amsterdã foi aprovada pelo Colégio de Prefeitos e Vereadores, em abril deste ano. A Amsterdã Circular 2020-2025 utiliza uma versão adaptada do modelo “doughnut mode”, da economista britânica Kate Raworth, descrevendo como a sociedade e as empresas podem contribuir para o desenvolvimento econômico, respeitando os limites do planeta e da comunidade.

Contudo, alcançar os objetivos descritos no plano não será fácil. Afinal, o município precisará mexer profundamente no seu sistema econômico, mudando a forma de produzir, consumir e processar materiais. Nesse sentido, a nova estratégia para economia circular em Amsterdã conta com um grande número de medidas de redução de resíduos à gestão de recursos e à construção circular, englobando empresas, a cidade e seus moradores.

Entretanto, se ela for bem-sucedida em sua proposta, de fato, a Amsterdã do futuro será muito mais sustentável. A perspectiva é reduzir em 50% o uso de matérias-primas em uma década e alcançar uma economia totalmente circular até 2050. Mas, antes disso, é preciso atingir as metas da nova estratégia, que está focada em três cadeias de valor: alimentos e resíduos orgânicos, bens de consumo e ambiente construído.

Menos lixo e menor emissão de CO2

A Amsterdã Circular 2020-2025 faz uma análise da economia local de uma perspectiva completamente nova, evidenciando a produção, processo e consumo. Por isso, ela prevê um uso maior e por mais tempo dos produtos pelos habitantes. Ou seja, reduzindo o consumo e estimulando o reparo e compartilhamento com mais frequência, ao invés do descarte rápido desses produtos.

Portanto, está previsto um conjunto de medidas para alcançar essa circularidade, envolvendo cidadãos, empresas e, claro, os serviços públicos. Isso significa novas maneiras de coletar e classificar resíduos, comprar mais produtos de segunda mão e construir com materiais mais sustentáveis. Além disso, os edifícios também podem servir à economia circular após sua demolição, com as empresas envolvidas no processo determinando se há materiais valiosos para reúso ou reciclagem.

Menos desperdício de alimentos

A nova estratégia para economia circular em Amsterdã estima uma diminuição do desperdício de alimentos na ordem de 50% até o 2030. Ademais, o excesso de alimentos processados ​​deverá ser direcionado para quem precisa e não pode pagar. Para isso, será criado um sistema atraente de compartilhamento de mercadorias, compras em brechós, mercados online e serviços de reparo. E, com isso, atender também à disposição dos  cidadãos de melhorar o meio ambiente, uma vez que pesquisas municipais mostram que 75% dos moradores concordam que deveriam comprar menos.

Do mesmo modo, o próprio município reduzirá o uso de matérias-primas em 20%, realizando somente compras circulares até 2030. Isso valerá, além dos materiais de escritório, para os materiais utilizados em infraestrutura urbana, por exemplo.

Além disso, a capital holandesa, juntamente com empresas locais e universidades, está envolvida em até 200 projetos de sustentabilidade. O município criará um monitor especial para mostrar qual deles contribui mais para a estratégia circular e fará ajustes quando necessário.

Por fim, Amsterdã espera receber apoio do governo holandês e da União Europeia para alcançar seus objetivos. Afinal, tanto a Holanda como a UE têm estabelecido metas ambiciosas para um mundo mais limpo e uma sociedade mais igualitária.

Referências: Tradução livre de City of Amsterdam / The Mayor – Amsterdam approves a circular economy strategyEuropean Circular Economy Stakeholder Platform Amsterdam City’s circular economy strategy 2020-2025 shapes itself on the ‘Doughnut’ model