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Em dezembro do ano passado, foi lançado, em Kobe, no Japão, o primeiro navio para transporte de hidrogênio líquido do mundo. Essa iniciativa marca uma nova fase para a produção e distribuição de hidrogênio, com o desenvolvimento de tecnologias advindas de diversos países para ampliar a descarbonização do planeta.

O navio Suiso Frontier tem capacidade de transportar hidrogênio liquefeito a 1/800 do seu volume original no estado gasoso e resfriado a –253°C. Até o final deste ano, a Kawasaki Heavy Industries planeja instalar um tanque de armazenamento de hidrogênio liquefeito com estrutura de concha dupla e isolamento de vácuo de 1.250 m³.

Logo após sua conclusão, a embarcação será usada para testes de demonstração da tecnologia, com a finalidade de estabelecer uma cadeia internacional de fornecimento de energia a hidrogênio, sendo a produção do hidrogênio líquido feita na Austrália e, posteriormente, enviada ao Japão.

Além disso, desde 2016, a Kawasaki está cooperando com a Iwatani, Shell Japan e J-POWER para estabelecer uma associação de pesquisa e tecnologia do hidrogênio. Simultaneamente, a NEDO, apoiadora da iniciativa, está contribuindo para desenvolver uma cadeia de suprimento de energia. Com isso, será possível viabilizar economicamente e de forma confiável o fornecimento do hidrogênio em grandes volumes. Ademais, está sendo construído também em Kobe um terminal de descarga de hidrogênio liquefeito.

Outras iniciativas

É provável que o mercado de combustíveis sofra mudança nos próximos anos. Como resultado, principalmente, da intenção da Organização Marítima Internacional em proibir o uso de combustível com alto teor de enxofre (HSFO) em 2020. O HSFO é o principal combustível de embarcação desde 1960. De acordo com o relatório do mercado de petróleo da IEA/AIE 2019, se ocorrer a proibição, sua demanda cairá de 3,5 mb/d para 1,4 mb/d.

De fato, muitas empresas preferem usar diesel marítimo (MGO), ao invés de utilizar o novo óleo combustível com baixo teor de enxofre (VLSFO), mesmo com preço mais alto. A quantidade de VLSFO produzida inicialmente será limitada a 1 mb/d devido à disponibilidade reduzida de materiais de mistura com baixo teor de enxofre. Além disso, a adoção imediata desse combustível também passa por outras questões, como disponibilidade nos portos e estabilidade e compatibilidade do VLSFO.

Em virtude desses desenvolvimentos, uma nova fase para o hidrogênio deve se iniciar. O programa holandês HyChain analisa a otimização de uma futura cadeia de valor de hidrogênio, com a Holanda como ponto central. O HyChain é coordenado pelo Institute for Sustainable Process Technology (ISPT). Um relatório recente aborda as implicações do custo de importação da eletricidade renovável, hidrogênio e transportadoras dessa área para o país.

Nesse material, há um modelo que calcula os gastos de importação da eletricidade renovável, hidrogênio e transportadoras de hidrogênio de praticamente todos as nações do mundo para a Holanda, usando uma abordagem greenfield e 2050 como o ano de referência.

Por fim, há dez anos, o European Hydrogen and Fuel Cell Association (EHA) publicou o estudo “Infraestrutura Energética 21, o Papel do Hidrogênio no Enfrentamento dos Desafios do Novo Sistema Global de Energia”. Muitas das conclusões e recomendações ainda são válidas nos dias atuais.

Foto: Kawasaki Heavy Industries