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Um dos maiores patrimônios do Brasil é sua enorme riqueza natural. E esse atributo reflete uma oportunidade de o país crescer ao estimular a bioeconomia, tornando-se protagonista em nível mundial. De acordo com dados da Comissão Europeia, esse setor movimenta na Europa cerca de € 2,3 trilhões por ano.

“O Brasil não tem o Vale do Silício, mas temos essa natureza, que permite a realização de negócios na área do carbono, por exemplo. Podemos nos transformar em um país, com uma bioeconomia que gere direta e indiretamente mais de US$ 1 trilhão”, disse o professor e jornalista José Luiz Tejon, durante o Webinar BW TALKS: A Sustentabilidade e o Agronegócio, transmitido no dia 23 de setembro, pelo Canal da Sobratema no YouTube.

Esse potencial levou Tejon a afirmar que o Brasil teria condições de alcançar um PIB três vezes superior ao registrado atualmente de US$ 1,8 trilhão em um período de médio prazo. “Contamos com a maior riqueza do planeta e a bioeconomia fomentaria empregos e dignidade. Além disso, não haveria mais cortes na Embrapa. A questão é que precisamos saber acessá-la e usá-la”, comentou. Para isso, a seu ver, será importante um planejamento estratégico para caminhar rumo ao “mundo invisível” – do carbono, do oxigênio, da água.

Segundo a Embrapa, “a bioeconomia tem potencial real para utilizar e aprimorar toda a multifuncionalidade da agricultura em prol da produção de alimentos, fibra, energia, prestação de serviços ambientais e ecossistêmicos, química verde e novos insumos”.

Valorização da sustentabilidade ambiental

Nesse sentido, o Brasil garantiria a proteção ambiental e a biodiversidade, mas também atenderia as atuais exigências ambientais no comércio internacional de alimentos. “O mundo de hoje tem uma outra consciência. O consumidor está cada vez mais atento a essas questões. Mesmo a China está mudando. A Associação Chinesa da Indústria da Carne assinou um compromisso para estabelecer critérios para a compra sustentável. Ou seja, o rigor vai crescer”, avaliou engenheiro agrônomo Francisco Beduschi Neto, especialista em agronegócio sustentável da National Wildlife Federation (NWF).

Para ele, é importante iniciar imediatamente esse processo de valorização da sustentabilidade ambiental para atender essas demandas do consumidor. “Caso contrário, ele certamente irá procurar outros mercados”, afirmou. Por outro lado, Beduschi Neto lembrou no evento online da BW 2020 que o setor produtivo já fez muitas ações para diminuir o impacto ambiental. “Mas, sustentabilidade é buscar a melhoria contínua, ou seja, continuar progredindo”.

Desse modo, o engenheiro agrônomo citou a importância da aplicação da tecnologia Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) para a produtividade e rentabilidade do produtor rural e, ao mesmo tempo, para assegurar a preservação ambiental. “Há estudos da Embrapa que mostram que se o Brasil aplicasse o iLPF numa escala maior, não seria necessário expandir nem 1 palmo de floresta e ainda por cima supriríamos a demanda por alimento no país do mundo”, explicou. Tanto o bioma amazônico como o cerrado estão aptos a receber a tecnologia.

Diversidade e cooperativismo

Por fim, o moderador Vagner Barbosa, membro do comitê organizador da BW Expo, Summit e Digital 2020, perguntou sobre a diversidade do agronegócio brasileiro. Beduschi Neto ponderou sobre a alta tecnologia empregada por parte do mercado e sobre os pequenos produtores com pouca escolaridade e quase sem acesso à tecnologia. “O nosso receio é que se crie um distanciamento tão grande, que acaba gerando um grave problema social. Contudo, o cooperativismo é uma das formas de se resolver essa questão”, salientou.

Conforme Tejon explicou, o “dentro da porteira” é o elo mais desunido e disseminado da cadeia do agronegócio, pela grande quantidade de propriedades que existem no país. “O cooperativismo faz com que o produtor se desenvolva, criando uma cultura de treinamento, educação e motivação para que ninguém fique para trás. O cooperativismo envolve mais de um milhão de produtores. E, sem dúvida, por seu faturamento, elas são a maior empresa do país”.

A abertura do webinar BW TALKS ficou a cargo do engenheiro Afonso Mamede, presidente da Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração). Para assistir ao evento na íntegra, basta acessar o Canal a Sobratema no YouTube.