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A questão do meio ambiente tem sido colocada em discussão pela sociedade, indústria e imprensa. No Fórum Econômico Mundial, realizado, em janeiro, em Davos (Suíça), o tema foi amplamente debatido em diversas seções. De fato, há uma busca por um novo modelo econômico mais sustentável e inclusivo. Nesse sentido, o mercado Waste-to-Energy (WTE) tem uma oportunidade de expansão no Brasil.

De acordo com o 5º Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), aproximadamente 50% do biogás é capturado em aterros sanitários. Ao passo que as usinas WTE reduzem em até oito vezes as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Certamente, é uma das formas mais eficazes de redução das emissões provocadas pelo metano na atmosfera. Isso porque o metano é 25 vezes mais nocivo que o CO2.

Só para exemplificar, a indústria brasileira de coprocessamento de cimento está no patamar de 12% de substituição de combustíveis fósseis por CDR (combustível derivado de resíduos). Em outros países, esse percentual já suplantou a marca de 80%. Dessa maneira, o aumento no uso de combustíveis alternativos na produção de cimento reduziria cerca de 55 Mt de CO2, ou 13% da mitigação cumulativa de emissões de CO2 até 2050. Os dados são do Roadmap Tecnológico do Cimento, da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).

Aterros sanitários

As usinas WTE têm oportunidade de expansão no Brasil também pela questão dos aterros sanitários. O chorume e o lixiviado, contaminantes oriundos da putrefação dos resíduos orgânicos, causam elevada contaminação dos recursos hídricos. E, ainda que o Brasil não tenha um levantamento preciso sobre o assunto, sabe-se que são gastos R$ 1,5 bilhão por ano para o tratamento de pessoas com exposição inadequada aos resíduos sólidos urbanos.

Aliás, ressalte-se que são necessários novos aterros a cada 10 a 15 anos. Com localização cada vez mais distante, há um aumento no gasto com combustíveis fósseis e emissões para transportar tais resíduos. Contudo, as usinas WTE geralmente ficam nos centros urbanos, pois não possuem odores e são consideradas fontes limpas de energia.

Por Yuri Schmitke Almeida Belchior Tisi