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Os investimentos na área de saneamento precisam crescer no Brasil. Nos últimos anos, eles representaram entre 0,18% e 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse percentual é extremamente baixo para diminuir o déficit dos serviços de coleta e tratamento de esgoto e tratamento e fornecimento de água potável.

Isso significa que os aportes médios anuais não são suficientes para atender a população. Ou seja, esses valores não permitem a expansão da rede, nem a recuperação da depreciação já existente. “Nesse ritmo, não vai se chegar a lugar algum. A energia elétrica é universalizada no Brasil e investe o dobro do saneamento”, afirmou Édison Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil, durante o Fórum de Infraestrutura Grandes Construções.

De acordo com um estudo da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), o investimento necessário é de mais de R$ 750 bilhões até 2033. Desse total, R$ 498 bilhões seriam para a expansão e R$ 255 bilhões para a manutenção.

Esses dados mostram que há muita coisa a ser feita no saneamento. Contudo, Luiz Roberto Gravina Pladevall, presidente da Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente (APECS), avaliou que não é possível virar a chave de uma hora para outra. Isto é, passar de um investimento de R$ 12 bilhões para um de R$ 40 bilhões.

Assim, ele ponderou sobre a necessidade de planejamento de curto, médio e longo prazos e uma cadeia produtiva estruturada. “Essa ação precisa ser eficiente. Caso contrário, podemos chegar à universalização, mas com grandes perdas e um serviço ineficiente”, disse.

Desperdício e tecnologia

Sem dúvida, os investimentos na área de saneamento precisam crescer para diminuir o déficit dos serviços de esgoto e água potável. Mas, existem outras questões que influenciam o déficit no setor, como por exemplo a perda de água potável, que chegou a 38,5% em 2018. Contudo, dependendo da localidade, esse percentual pode ser muito maior: de até 70%. Conforme explicou Carlos, o percentual tolerável seria de 15%. Como resultado, são R$ 12 bilhões de prejuízo com a perda de água, que poderiam ser revertidos, segundo ele, em investimentos, caso houvesse mais eficiência.

Desse modo, tecnologia é uma aliada para aumentar a eficiência do setor. João Rosa, sócio-fundador da Acqua Expert destacou sua importância para elevar a qualidade do saneamento no país. Entretanto, salientou que algumas dessas tecnologias são importadas. E, com isso, há poucas pessoas com conhecimento e habilidade para fazer o dimensionamento e utilizá-las corretamente.

Por outro lado, o marco legal do saneamento é uma oportunidade de transferir tecnologia e conhecimento já aplicados em outras nações do mundo.

Foto: Revista Grandes Construções