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Os três maiores bancos privados do país (Bradesco, Itaú Unibanco e Santander) lançaram um plano para contribuir com o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Essa iniciativa está alinhada com a preocupação crescente de investidores internacionais na preservação ambiental. A proposta também vai ao encontro das ações do agro nacional para a adoção de tecnologia e práticas sustentáveis e para conservação do bioma amazônico.

O plano proposto pelos bancos inclui dez medidas, com a finalidade de conservar o bioma e desenvolver a bioeconomia. Além disso, objetiva estimular às cadeias sustentáveis na região e viabilizar investimentos em infraestrutura básica para o desenvolvimento social e ambiental.

De acordo com Marcello Brito, presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em entrevista para o canal do historiador Marco Antonio Villa, o documento corrobora com as ações feitas pela entidade. Ele afirmou que até três anos atrás, era a ponta da cadeia (varejo e indústria alimentícia) quem trazia a questão da sustentabilidade. “Contudo, nesses últimos anos, houve uma mudança no mercado e, atualmente, essa pressão vem dos investidores”, disse.

E essa é uma mudança, segundo Brito, precisa ser observada, pois de forma mais rápida o investidor consegue transferir seu capital de um país. “A comunidade internacional não aceita mais que os investimentos ocorram como no passado”, afirmou.

Além disso, existe a nova geração, cujo conceito de consumo é bem diferente. “Precisamos aprender que ciência é mais do que aplicação para o aumento de produtividade. Ela estuda ciclos históricos de consumo e de tendências no mundo. E, mais estuda quais são os ciclos de transformação de tendência e consumo, apresentando o entendimento das questões socioambientais mundiais”.

Tecnologia

A questão socioambiental também passa pelo desperdício de alimentos no mundo. Conforme mencionou Brito, a cadeia mundial de alimentos gira na ordem de US$ 8 trilhões, sendo que 30% são perdidos em alguma etapa. Nos países mais ricos, ela ocorre principalmente no consumo e no varejo, enquanto nos demais países, o que inclui o Brasil, o maior extravio está na produção e no transporte até a indústria.

Nesse sentido, a melhoria do sistema logístico é fundamental, com mais ferrovias, melhores estradas e portos mais próximos da zona de produção.

Outro aliado é a tecnologia que pode contribuir nas práticas sustentáveis e no aumento de produtividade. O presidente do Conselho Diretor da ABAG citou o caso da mandioca. No Pará, esse produto é bastante comum e existe uma grande plantação de mandioca, mas sem preocupação com a tecnologia. Como resultado, em média, produz-se duas toneladas de mandioca por hectare. Já no Paraná, em cada hectare tira-se 20 toneladas de mandiocas. Ou seja, 10 vezes mais da produção paraense. Nesse estado, a produção tem foco na indústria alimentícia, têxtil, fármacos, entre outros, que usam a fécula, a glucose ou o amido para fazerem seus produtos.

“Nos últimos 30 anos, a produção agrícola subiu cerca de 300% em volume e cresceu apenas 70% em área, o que mostra o uso da tecnologia. Mas, estamos longe do pico, uma vez que temos muito o que crescer em tecnologia, em produtividade e em boas práticas”, ponderou Brito.

O agronegócio brasileiro representa 40% das exportações e responde por 21,4% do Produto Interno Bruto nacional. A expectativa para o curto prazo é extremamente positiva.

Imagem: Pixabay