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A sustentabilidade é um tema prioritário para o agronegócio brasileiro. Isso porque as mudanças climáticas e a degradação do solo afetam diretamente a produção dos alimentos. Por outro lado, o segmento impacta o meio ambiente por meio da liberação de gases de efeito estufa (GEE). Assim, com o propósito de responder a essa situação, promovendo a adoção de soluções sustentáveis de produção, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento criou, em 2010, o Plano ABC – Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura.

Entre 2010 e 2018, o Plano ABC alcançou uma produção de aproximadamente 50 milhões de hectares, que foram recuperados com sistemas produtivos mais sustentáveis. Essa área equivale aos territórios do Reino Unido e Itália juntos.

Do mesmo modo, em termos de financiamento, o Plano alcançou números expressivos. Por meio do Programa ABC, principal linha para crédito para técnicas sustentáveis, até o momento foram liberados recursos da ordem de R$ 17 bilhões. Esse programa oferece taxas de juros diferenciadas para implantação de projetos que contribuam para a redução das emissões de GEE. No Plano Safra 2020-2021, contará com R$ 2,5 bilhões, ampliação de R$ 400 milhões, e taxas de juros de 4,5% e 6% ao ano.

Composto por sete programas, sendo seis deles referentes às tecnologias de mitigação, o Plano ABC tem levado o país para uma nova realidade, mostrando que é possível, portanto, produzir com baixa emissão de carbono. Os programas são: Recuperação de Pastagens Degradadas; Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFs); Sistema Plantio Direto (SPD); Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN); Florestas Plantadas; Tratamento de Dejetos Animais e Adaptação às Mudanças Climáticas.

Iniciativas

Nesse sentido, o Tocantins tem criado ações ligadas ao Plano ABC, promovendo a adoção de soluções sustentáveis de produção. Com isso, alcançou uma posição de liderança no número de projetos apresentados e no volume de contratos de financiamento na Região Norte. Umas das ações desenvolvidas é o Projeto ABC Corte, que na safra 2018/2019 alcançou uma média de produtividade de 25 arrobas/ha/ano nas unidades de referências tecnológicas.

Já no Maranhão, a Embrapa Cocais comprovou a viabilidade econômica do Programa ABC. Ela concluiu, em junho, o Projeto ABC Monitor que, avaliou, de 2016 a 2020, o desempenho ambiental referente às emissões de gases de efeito estufa e estoques de carbono no solo em 153 fazendas.

De acordo com o pesquisador Antonio Carlos Freitas, foi comprovado que, no período de capitalização do Projeto ABC Cerrado, as fazendas melhoraram a qualidade do efetivo bovino e do manejo de pastagens. Houve, desse modo, a diminuição de 9.757 animais e aumento de 6.804 hectares de pastagens em boas condições, por meio da substituição de pastagens nativas e recuperação de pastagens degradadas. Como resultado da adoção dessas recomendações do Projeto ABC Cerrado, essas fazendas capitaram -458.906 tCO2e numa área de abrangência de 112.699 hectares.

Referências: MAPA – Programa ABC / Embrapa Cocais / WRI Brasil / G1 / Governo do Tocantins

Foto: Ruraltins