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No dia 22 de março, domingo, foi comemorado o Dia Mundial da Água. Nos tempos atuais, com a disseminação acelerada do patógeno responsável pela Covid-19, a higiene das mãos é fundamental para combater o contágio. Nesse sentido, é necessário disponibilizar saneamento básico para todos, a fim de que haja a universalização do acesso à água tratada, potável e limpa.

Contudo, de acordo com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), 40% da população global – ou seja três bilhões de pessoas – vivem sem instalações básicas de lavagem das mãos com sabão e água disponíveis em casa. Além disso, 16% dos estabelecimentos de saúde em todo o mundo não possui serviço de higiene. Isso significa que elas não têm instalações de higiene das mãos nos pontos de atendimento, bem como água e sabão nos banheiros. Como resultado, um em 10 pacientes contrai uma infecção evitável ao receber cuidados.

A ONU Água ainda afirma que a lavagem das mãos com sabão é uma das barreiras mais eficazes à propagação de doenças, incluindo a Covid-19. Anualmente, cerca de 297.000 crianças menores de cinco anos morrem de doenças diarreicas devido à falta de higiene, falta de saneamento ou água potável.

Imagem: Ministério da Saúde

Saneamento é vital

A bióloga Ana Luiza Fávaro, diretora técnica da Acqua Expert Engenharia Ambiental, avalia que o saneamento é de extrema importância em qualquer momento. “No entanto, agora, quando a higiene precisa ser prefeita, ele torna-se vital. Afinal, a principal forma de se prevenir da doença é lavar bem as mãos, várias vezes ao dia. Desse modo, está fora de cogitação a falta de água neste momento”, enfatiza.

Após o anúncio de medidas por parte de vários estados brasileiros para diminuir a movimentação de pessoas nas ruas e, consequentemente, a circulação do coronavírus, Ana Luiza analisa que essa determinação não deve valer para a área operacional de concessionárias públicas e privadas do setor de saneamento. “São eles que irão garantir a água tratada de boa qualidade e a manutenção do tratamento de esgoto. Portanto, esse segmento, em específico, não deve parar de forma alguma”.

Ana Luiza, que também é curadora do Núcleo Temático Conservação de Recursos Hídricos da BW Expo, afirma que tem acompanhado os anúncios de empresas que atuam nesse segmento. “A operação das estações de tratamento se mantém”, disse.

Desafios

Apesar de sua importância, o saneamento básico brasileiro ainda enfrenta desafios. Conforme dados de fevereiro do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 83,5% da população é servida por rede de água e apenas 52,4% tem o esgoto coletado, do qual somente 46% é tratado. Ademais, um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 34 milhões de brasileiros não têm água encanada.

Por outro lado, o Novo Marco Regulatório do Saneamento Básico, cuja proposta está no Senado Federal, pode contribuir para ampliar o sistema no país. A ideia é unificar as regras do setor sob a gestão da Agência Nacional de Águas (ANA). Com isso, abrir o mercado para a iniciativa privada, garantindo, desse modo, recursos para a universalização do abastecimento de água e da coleta e tratamento do esgoto.

Referências: Handwashing/Hand hygiene / Agência Brasil / ONU

Imagem capa: today.tamu.edu