A preocupação com o meio ambiente é um tema importante e amplamente debatido no mundo. Na construção civil, não é diferente e já permeia toda a cadeia produtiva. Nesse sentido, os arquitetos têm trazido com frequência discussões sobre a questão da sustentabilidade ambiental e a arquitetura.

Iniciativa Solvin

Para mostrar a importância desse tema, há quinze anos, em 2005, o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) apoiou a Iniciativa Solvin – Arquitetura Sustentável. Com o propósito de publicar projetos de arquitetura e urbanismo na linha do desenvolvimento sustentável, com o uso do PVC, também contou com um Seminário, no qual participaram importantes especialistas e profissionais da arquitetura. Por exemplo, estiveram no evento, os arquitetos Daniel Cywinski, do Estúdio Brasileiro, Ladislao Szabó, professor da Mackenzie, e Marcelo Nudel, atualmente sócio-diretor da  Ca2 Consultores Ambientais Associados, e Edson Carlos, da Solvay.

Na abertura, o presidente do IAB-SP na época, Paulo Sophia, afirmou que “a sustentabilidade ambiental, há muito tempo faz parte privilegiada da agenda dos arquitetos e do próprio IAB. Isso implica na questão do impacto do projeto arquitetônico no meio ambiente e, ainda, a humanização, a racionalização dos canteiros de obras e a inclusão social”.

De acordo com Ladislao Szabó, o futuro do planeta depende, com certeza, de ações e atitudes presentes. Contudo, há problemas que ameaçam e desafiam o planeta. Entre os quais estão:

  • a expansão desenfreada da população,
  • a escassez de alimentos, de energia e de água,
  • a diminuição da biodiversidade,
  • o aumento da pobreza,
  • a deterioração do ecossistema,
  • a destruição da camada de ozônio,
  • as violentas mudanças climáticas, atingindo plantações, causando catástrofes e outros desastres ecológicos e, inclusive, a perda das identidades culturais locais
Projetos devem ser resgatados e seguidos

“Diante desse quadro de desafios, algo deve ser feito”, advertiu Szabó, que citou projetos na linha do desenvolvimento sustentável que devem ser resgatados e seguidos. Entre eles estão, os projetos iniciais da Arquitetura Moderna brasileira, de Rino Levi e de João Filgueiras Lima (Lelê). Ademais, há trabalhos avançados de sustentabilidade ambiental na arquitetura de Alvar Aalto, Louis Khan, Ken Yang, Richard Rogers, Renzo Piano e Norman Foster.

O arquiteto também falou sobre iniciativas pioneiras em favor do meio ambiente, incluindo a criação do Partido Verde, o Congresso da UIA, em Chicago, em 96, a conferência Eco` Rio, em 92, o relatório Nosso futuro comum, da norueguesa Gro Brutland, elaborado a pedido da ONU, em 83, quando surge pelo primeira vez o termo desenvolvimento sustentável.

Em suma, não se trata de elaborar propostas românticas, mas de propostas tecnológicas ousadas e inovadoras. Desse modo, os arquitetos Dominique Fretin e Marcelo Nudel explicaram os diversos sistemas, que estabelecem diretrizes para avaliação, pontuação e orientação de um projeto de arquitetura sustentável. O Leed System (norte-americano) defende um novo design bioclimático e ambiental. Enquanto o HQE (francês) propõe uma ação colaborativa multidisciplinar. Já o Saasha está sendo elaborado pela equipe de professores do Fau/Mackenzie, voltado para a realidade brasileira.

Por fim, Edson Carlos falou sobre a Solvay e mostrou a versatilidade e características (eficiência, isolamento térmico e acústico, reciclagem) do PVC, resina termoplástica, aplicado na construção civil, para projetos de casas, escolas e hospitais.

Matéria publicada originalmente no Boletim Informativo IAB-SP – edição 50.

Republicada pela Ca2 Consultores Ambientais Associados

Foto abre: Ca2 Consultores Ambientais Associados