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Depois de um longo tempo, volta-se a cogitar a implantação de uma usina de incineração de lixo na região metropolitana de São Paulo. Desta vez, na cidade de Mauá. Contudo, o projeto da Lara Central de Tratamento de Resíduos tem trazido dúvidas ligadas à sustentabilidade ambiental. Porém, segundo a pesquisadora Maria Luisa Carneiro, Unidade de Recuperação Energética (URE) não é uma incineradora.

“A incineração é uma forma de tratamento térmico popularmente conhecida como “queima”. Trata-se de uma combustão controlada, onde o lixo é transformado em gases e cinzas. Dessa forma, o uso do termo “incineradora” como sinônimo de URE não é adequado. Pois, induz a uma interpretação equivocada sobre deste tipo de instalação – como a que está sendo discutida em Mauá. Além disso, traz a memória, antiquadas e ultrapassadas usinas de queima de lixo que duraram cerca de 50 anos em São Paulo e que foram desativas nos anos 90”, explicou a pesquisadora Maria Luisa Carneiro em artigo publicado no site da Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (Abren).

De acordo com a especialista, a incineradora tem como função, eliminar o lixo – reciclável e não reciclável. Por outro lado, as Unidades de Recuperação Energética têm como objetivo recuperar a energia dos resíduos, gerando produtos de valor agregado. Por não haver usinas URE operando em escala comercial no Brasil, isso tem assustado pessoas com desconhecimento do processo, em especial catadores de lixo que temem perder sua fonte de renda”, avaliou.

Lixo reciclável tem muita importância

Conforme a análise do engenheiro Carlos Souza, diretor técnico da Abren, atualmente, apenas o lixo não reciclável é queimado. “Ou seja, a exemplo das quase 3.000 usinas espalhadas no mundo desenvolvido, o lixo reciclável tem muita importância. E o que não é reciclável, é transformado em energia”, resumiu em artigo no site da associação.

O projeto de Mauá conta com a implantação de uma URE em uma área de 72.025 m². A capacidade de queima de 3.000 toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU) por dia, em operação contínua de 24 horas, poderia gerar até 77MW. Nesse sentido, o empreendimento trataria os RSU dos municípios de Mauá, Diadema, Ferraz de Vasconcelos, Itanhaém, Juquiá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul.

Foto: CPEA