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Uma eficiente forma de realizar o transporte e destinação correta de resíduos da construção civil está na caçamba. Contudo, é importante conhecer as classes diferentes de resíduos (A, B, C e D), uma vez que as classes têm destinação diferente. As usinas de reciclagem de entulho, por exemplo, podem arcar com os custos para a destinação correta dos rejeitos, caso aceitem recebê-los. Isso porque eles devem ser destinados para aterros especiais ou aterros sanitários.

Essas usinas recebem os resíduos oriundos da construção civil, de demolições e de obras, por meio de caçambas ou basculantes. Se houver algum tipo de rejeito, a usina pode optar por não aceitar aquele conteúdo. Afinal, existe uma política que determina que a usina não deve receber determinados tipos de resíduos, especialmente, aqueles não recicláveis, como por exemplo, colchão, amianto e resíduos volumosos.

De acordo com o coordenador da Abrecon, Levi Torres, parte do mercado caçambeiro ainda não possui uma gestão profissional, o que significa não ter um contrato entre o gerador do resíduo e o prestador de serviço. Ou seja, não há a definição dos tipos de resíduos que podem ser jogados na caçamba. E, como resultado, o prestador de serviços da caçamba pode ter rejeitado seu conteúdo pela usina.

Isso reforça a importância de haver um contrato. Com isso, é possível que “o dono da caçamba estacionária notifique o gerador para que a caçamba não seja preenchida com resíduo que não foi acordado no contrato”.

Custos para destinação dos resíduos

Mas, caso a usina receba o rejeito, os custos de cada tipo de resíduos, conforme elenca Torres, serão:

Os resíduos de serviços de saúde (RSS) podem ser gerados não apenas em hospitais, mas também em casas de repouso, cemitérios, ambulâncias, clinicas de reabilitação, entre outros. “Eles estão presentes nas caçambas pelo público confundir caçamba com lata de lixo”, diz Torres. Cerca de 30 litros desses resíduos custam R$ 135,00 para destinação.

Do mesmo modo, os resíduos sólidos urbanos gerados em domicílios podem aparecer em caçambas estacionárias. Cada tonelada de lixo custa aproximadamente R$ 70,00 sem frete.

No caso do gesso, ele deve ser destinado para aterros especiais por ser um resíduo perigoso e inflamável. Ao encontrar a matéria orgânica, em um ambiente úmido, pode gerar o gás sulfídrico, que se inalado em grandes quantidades pode até mesmo matar.

Outro elemento perigoso é o amianto que requer, inclusive, o uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual). Uma tonelada de amianto destinada a aterros especiais gira em torno de R$ 550,00. “Dependendo do lugar no Brasil, esse valor pode subir para R$ 1000,00 com o custo do frete”, afirma Torres. Além disso, o amianto representa um risco para a usina, para a vida de seus colaboradores e para o meio ambiente, porque pode contaminar o lençol freático.

Torres dá a dica de que é importante registrar a caçamba ou o basculante, pois se houver uma não conformidade, é possível acionar o gerador de resíduo, cobrando dele a destinação dos resíduos.

Por fim, Torres comenta sobre esgoto em caçambas, que precisa ser levado para as Estações de Tratamento de Esgoto (ETE). Cada tonelada de esgoto tratado fica em torno de R$ 90,00.

Referência: Canal da Abrecon no Youtube – Quanto custa descartar os rejeitos da usina de reciclagem de entulho?