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Anualmente, estima-se que 11 milhões de toneladas de resíduos plásticos sejam despejados nos oceanos. E, essa quantidade pode crescer ainda mais, de acordo com o estudo Breaking the Plastic Wave. Sem uma medida sustentada, esse valor poderá quase triplicar até 2040, chegando a 29 milhões de toneladas por ano. Como resultado, o volume de plásticos no oceano pode quadruplicar no período, atingindo 600 milhões de toneladas.

O estudo da The Pew Charitable Trusts e SYSTEMIQ conta com parceria da Fundação Ellen MacArthur, Universidade de Oxford, Universidade de Leeds e Common Seas. Lançado no dia 23 de julho, o relatório traz uma análise global sobre os plásticos no oceano. Além disso, mostra que é possível reduzir os fluxos anuais desse resíduo em cerca de 80% nos próximos 20 anos, utilizando soluções e tecnologias existentes.

O resíduo plástico é prejudicial aos habitats e à vida marinha. Por outro lado, ele é um material versátil, barato e conveniente, sendo utilizado amplamente em embalagens e outros produtos. Então, a solução para equilibrar a equação de sua produção com a sustentabilidade ambiental passa pela economia circular.

Sem dúvida, houve progressos no enfrentamento do desafio global do plástico. Entretanto, os atuais compromissos poderão reduzir apenas cerca de 7% até 2040 o volume anual de plástico em oceanos. Isso porque a maioria das novas regulamentações concentra-se em itens específicos, ao invés de mudanças sistêmicas. As empresas estão focadas principalmente na reciclagem ou no descarte de plástico, mas também são necessários esforços significativos para eliminar seu uso.

Circularidade

De acordo com a Fundação Ellen MacArthur, o estudo confirma que a visão de uma economia circular para o plástico é a única maneira de lidar com o lixo plástico e a poluição na fonte. Assim, seria necessária a implantação de três ações.

  • Eliminação de plásticos não necessários. Para isso seria importante remover canudos e sacolas e escalar rapidamente novos modelos de entrega inovadores. Ou seja, viabilizando produtos sem embalagens ou com embalagens reutilizáveis aos clientes.
  • Projeto e produção de itens de plástico reutilizáveis, recicláveis ​​ou compostáveis. Desse modo, é crucial o financiamento da infraestrutura para aumentar a capacidade de coleta e circularidade esses itens. Isso exigirá aportes anuais contínuos de cerca de US $ 30 bilhões no melhor cenário
  • Inovação acelerada e em escala em direção a novos modelos de negócios, design de produtos, materiais, tecnologias e sistemas de coleta para acelerar a transição para uma economia circular

Ainda segundo a Fundação, a economia circular tem o potencial de reduzir o volume anual de plásticos descartados nos oceanos em 80%. Com isso, reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 25%, gerar economia de US $ 200 bilhões por ano e criar 700.000 empregos adicionais até 2040.

A tendência de que o volume de plásticos no oceano pode quadruplicar até 2040 precisa ser impedida. Desse modo, a The Pew Charitable Trusts elenca outras medidas que precisam ser implementadas para reduzir a quantidade de plásticos nas águas, como por exemplo, melhorar a coleta de lixo; aumentar a reciclagem mecânica; construir melhores instalações de descarte e reduzir as exportações de resíduos de plástico.

Infraestrutura, política e financiamento

Conforme explica a instituição, embora existam tecnologias para enfrentar esse desafio, a infraestrutura, as políticas, os processos de negócios e o financiamento não permitem sua rápida implantação. Portanto, é preciso haver uma mudança substancial no modo de produzir e investir, passando pela produção de um novo plástico para o desenvolvimento de sistemas de reutilização e materiais substitutos sustentáveis, assim como instalações de reciclagem ampliadas, mais infraestrutura de coleta e novos modelos de entrega.

Essa mudança exigiria incentivos governamentais e uma nova abordagem da indústria e dos investidores. “Mas, se essas ações forem tomadas, os governos mundiais poderiam economizar US$ 70 bilhões coletivamente, além de reduzir a poluição por plásticos”, diz o comunicado no site.

Isso significa que a adoção da economia circular pode oferecer benefícios sociais, econômicos e ambientais. Um dos públicos beneficiados está os 11 milhões de catadores em diversos países, incluindo o Brasil. Eles coletam cerca de 60% do lixo plástico para reciclagem e desempenham um papel crítico em manter o plástico fora do oceano.

Para a The Pew Trusts atrasar as ações citadas e que estão no estudo em apenas cinco anos, adicionaria 80 milhões de toneladas de resíduos plásticos às 248 milhões de toneladas projetadas para entrar no oceano até 2040, aumentando os riscos para espécies e ecossistemas marinhos, clima e comunidades.

Referências: Tradução livre de PEW – Breaking the Plastic Wave: Top Findings for Preventing Plastic Pollution / Ellen MacArthur Foundation – Study confirms need for urgent transition to a circular economy for plastic