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O tema Waste-to-Energy esteve em debate em Brasília, nesta quarta-feira, dia 12 de fevereiro, no 1º Encontro dos Associados da ABREN e Convidados, promovido pela Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (ABREN). O evento contou com a participação de stakeholders dos setores de energia, de resíduos sólidos e líderes e gestores dos setores públicos e privados.

A programação foi composta apresentações de empresários já possuem casos concretos de projetos de transformação de resíduos em energia. Nesse sentido, as palestras foram divididas em três áreas: Unidade de Recuperação Energética (URE) por incineração; Unidade de Recuperação Energética (URE) por pirólise; e  Recuperação Energética para a produção de Combustível de Derivado de Resíduos (CDR). A abertura ficou a cargo do presidente da ABREN, Yuri Schmitke Tisi. Ele apresentou as atividades realizadas pela ABREN em 2019 e as estratégias e ações que estão sendo desenvolvidas e implementadas para este ano.

Usina de Incineração de Resíduos

Logo após, o CEO do Grupo Lara, Daniel Sindicic, trouxe informações a respeito da construção da Usina de Recuperação Energética (URE) da empresa, em Mauá, que terá início em julho. Essa será a primeira URE por tratamento térmico (exotérmica, que libera calor) do país. Com investimentos de R$ 900 milhões, o equipamento será  responsável pela queima de lixo recolhido das cidades de Diadema, Ferraz de Vasconcelos, Itanhaém, Juquiá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Bernardo e São Caetano.

“Não haverá nenhum aporte público. É uma iniciativa privada. Não estamos falando nem em PPP”, reforça Daniel, que promete “mudar a forma de gestão do resíduo no Brasil”. O empreendimento ocupará uma área de 90 mil metros quadrados. A URE da Lara em Mauá deverá produzir 80 kWh de energia por hora, o suficiente para abastecer cerca de 250 mil residências.

Projetos de CDR (Combustível Derivado de Resíduos)

Na sequência, o CEO da W4 Resources, Francisco Leme, ressaltou a importância de projetos de CDR no Brasil. De acordo com o palestrante, a substituição da fonte energética tradicional pelo CDR tornou-se estratégica especialmente para o setor cimenteiro. Desse modo, as cimenteiras no Brasil têm investido constantemente para alcançar padrões internacionais em uso de matérias primas e combustíveis alternativos não fósseis, então há a opção pela recuperação energética de resíduos.

Usina de Pirólise

Logo após, o CEO do Grupo RTB Holding Energia, Sergio de Souza, e o CTO da empresa INDDRA Energia e Resíduos, Rafael Ninno Muniz, mostraram dados e informações sobre o desenvolvimento e inovação tecnológica das usinas de pirólise como solução para pequenas e médias cidades.

Em contraste com uma incineradora que realiza tratamento térmico por reação exotérmica, ou seja, libera calor e gases; a pirolise realiza a recuperação energética por reação endodérmica, isto é, absorve calor. As usinas de pirólise não possuem chaminés porque não tem emissão de gás. Dessa maneira, todo gás produzido é purificado, sendo posteriormente utilizado nos grupos geradores ou turbinas a gás para geração de eletricidade. Ou, então, é aproveitado para produção de vapor em caldeiras.

Palestras finais

Por fim, o evento contou com mais duas palestras técnicas. Primeiramente, foi ministrada a apresentação ‘Modelagem Econômico-Financeira de usinas WTE’, pelo CEO da Upside Finance, Humberto Bizerril Gargiulo, que levou os aspecto econômico e financeiro de projetos de Recuperação Energética de Resíduos (Waste-to-Energy) voltados para prefeituras, desenvolvedores e investidores públicos e privados.

Já o advogado Antonio Fernando Pinheiro Pedro, titular do escritório Pinheiro Pedro Advogados, proferiu a palestra sobre ‘Geopolítica das Rotas Tecnológicas de WTE no Brasil. Em sua apresentação, trouxe uma avaliação a respeito da disposição estratégica espacial dos sistemas de aproveitamento energético no território brasileiro, considerando os marcos legais, a escala de geração, o perfil urbano e as condições ambientais de cada região.